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#Política: ‘”O governo Jerônimo é um fracasso tão grande que há discussão se ele vai ser candidato ou não”, diz ACM Neto

ACM Neto durante entrevista à rádio Metrópole | FOTO: Divulgação |

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou nesta quinta-feira (22), em entrevista à rádio Metrópole, o governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apontou desgaste do Partido dos Trabalhadores após duas décadas à frente do Executivo baiano e avaliou o cenário político e eleitoral para 2026, tanto no âmbito estadual quanto nacional.

Segundo ACM Neto, o desempenho da gestão estadual é tão negativo que gerou incertezas dentro da própria base governista sobre a candidatura de Jerônimo à reeleição. “O governo dele é um fracasso tão grande, que há todo esse espaço para discussão se ele vai ser candidato ou se pode Rui Costa voltar a disputar. De minha parte, não me cabe participar desse debate, mas eu não sei o que é mais desastroso”, afirmou.

O ex-prefeito responsabilizou diretamente o ex-governador Rui Costa pela escolha de Jerônimo como candidato ao governo em 2022. “Rui Costa teria que começar pedindo perdão aos baianos, porque foi ele que escolheu Jerônimo. Tudo isso que está acontecendo é responsabilidade dele”, declarou.

ACM Neto também criticou o que chamou de concentração de poder por lideranças históricas do PT na Bahia, citando o senador Jaques Wagner. “Não é possível que não exista outro ser humano na Bahia que não seja Rui, Wagner e Jerônimo que possa comandar o Estado. Eles querem o governo, as duas vagas no Senado, querem tudo para eles”, disse.

Ao comentar a relação do PT com aliados, mencionou o senador Angelo Coronel e questionou o discurso de prestígio. “Prestigiam no quê? Coronel há dez anos serve ao projeto deles, dois anos como presidente da Alba, oito como senador. Prestigia como?”, questionou. Sobre o diálogo com Coronel, afirmou que as conversas atuais têm caráter pessoal, mas não descartou um entendimento político futuro em caso de rompimento com o PT.

No cenário nacional, ACM Neto avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não terá em 2026 o mesmo peso eleitoral de eleições anteriores. “O Lula de 2026 não tem a mesma força que o Lula de 2022. Não estou dizendo que ele não é forte, mas não tem a mesma força”, afirmou.

Ao tratar da gestão estadual, ACM Neto afirmou que promessas de campanha não foram entregues, citando a Ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul. Também destacou a segurança pública como um dos principais problemas da Bahia, mencionando altos índices de homicídios e a atuação de facções criminosas, com maior impacto sobre a população mais pobre.

Na área da saúde, criticou a dificuldade de acesso a internamentos hospitalares, especialmente no interior, e relatou casos de pacientes em corredores, ambulâncias ou morrendo em casa. Na educação, afirmou que, apesar de quase R$ 10 bilhões recebidos do Fundef, não houve avanço na qualidade do ensino, citando escolas com estrutura, mas sem resultados educacionais.

ACM Neto ainda afirmou que o governador não imprime comando à gestão estadual. “Ele acha que ficar andando para cima e para baixo, fazendo papagaiada no interior, resolve. Não resolve. Se o governador não cobrar, não tiver pulso, não funciona”, disse.

Por fim, avaliou que o cenário eleitoral de 2026 tende a ser mais favorável à oposição do que em 2022. “Existe uma fadiga, um cansaço. São 20 anos. O sentimento de mudança hoje é muito maior do que em 2022”, concluiu. Com informações de assessoria.

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