O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia instalou, nesta segunda-feira (26), a placa de sinalização do sítio arqueológico Cemitério dos Africanos, localizado em Salvador. A iniciativa presta homenagem aos insurgentes malês e a outras pessoas escravizadas e marginalizadas que foram sepultadas no espaço.
A nova sinalização informa que o sítio é protegido pela Constituição Federal e pela Lei Federal nº 3.924/1961, que trata da proteção do patrimônio arqueológico brasileiro. A placa também alerta que a destruição, retirada de materiais ou remoção de terra do local é crime, sujeito a multa e detenção, reforçando a importância da preservação desse bem histórico.
O sítio foi identificado a partir de uma pesquisa acadêmica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que apontou a existência de um antigo cemitério de pessoas escravizadas no subsolo do estacionamento do Complexo da Pupileira. As escavações começaram no dia 14 de maio, com um ato interreligioso que marcou simbolicamente o início das investigações arqueológicas.
No dia 28 de maio de 2025, foram encontradas as primeiras ossadas humanas no local. Pesquisas indicam que o cemitério pode abrigar restos mortais de participantes da Revolta dos Malês, da Revolta dos Búzios (1798) e da Revolução Pernambucana (1817). O trabalho é realizado pelo projeto “Levantamento Arqueológico na Área do Antigo Cemitério do Campo da Pólvora”, da empresa Arqueólogos Pesquisa e Consultoria Arqueológica, responsável pelo financiamento da fase inicial do estudo.
Os resultados da pesquisa apontam que este pode ser o maior cemitério de pessoas escravizadas da América Latina. O Iphan acompanha todas as etapas por meio da Superintendência do órgão na Bahia, reforçando seu compromisso com a preservação da memória, da história e da cultura afro-brasileira. Com informações de assessoria.

















































