Uma armadilha fotográfica instalada no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, fez um registro considerado histórico para a conservação da fauna brasileira. Imagens divulgadas na terça-feira (20) pelo Projeto Onças do Iguaçu mostram a onça-pintada Janaína acompanhada de dois filhotes, com idade estimada entre quatro e cinco meses. É a primeira vez que a fêmea é flagrada com as novas crias desde 2024.
Registrada pela primeira vez na unidade de conservação em 2018, Janaína é uma das onças-pintadas mais monitoradas da região. Ao longo dos últimos seis anos, ela já teve nove crias, um número considerado expressivo para a espécie que vive na Mata Atlântica.
As imagens dos filhotes foram captadas em dezembro, mas só agora divulgadas pela equipe de pesquisadores. Ainda não há confirmação sobre o sexo dos animais.
O nome Janaína foi dado pelos parceiros do projeto Mauri e Kátia Zardim. De origem afro-brasileira, o nome significa “senhora das águas”, uma referência ao território que a onça costuma ocupar, entre áreas de mata e proximidade com rios.
O histórico reprodutivo da fêmea reforça sua importância para a recuperação da espécie na região. Janaína teve dois filhotes em 2019, um em 2021, três em 2023, um em 2024 e agora mais dois filhotes em 2025.
Segundo o Projeto Onças do Iguaçu, a presença de filhotes é um indicador positivo do estado de conservação ambiental. De acordo com a equipe, os registros demonstram que o ecossistema local mantém condições adequadas para sustentar grandes predadores, com disponibilidade de presas, áreas preservadas e baixo nível de perturbação humana.
Os pesquisadores informaram que seguirão monitorando a família e que, quando o sexo dos filhotes for identificado, pretendem envolver o público na escolha dos nomes.
Com cerca de 185 mil hectares, o Parque Nacional do Iguaçu abriga aproximadamente 25 onças-pintadas. Trata-se da única área da Mata Atlântica onde a população da espécie apresenta crescimento constante, com filhotes nascendo saudáveis.
O dado ganha ainda mais relevância diante do cenário crítico da espécie no bioma. Estima-se que restem menos de 300 onças-pintadas na Mata Atlântica brasileira. Por isso, cada novo registro de filhotes reforça a importância da conservação do parque e das ações contínuas de monitoramento e proteção. Com informações do site nd+.






















































