O presidente estadual do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar, falou neste domingo (1º) sobre o impasse envolvendo o senador Angelo Coronel (PSD). Segundo ele, apesar do respeito ao colega, não é possível submeter a vontade de centenas de prefeitos e deputados a uma proposta de neutralidade política.
No sábado, Coronel defendeu que o partido adotasse uma posição neutra após se sentir excluído da chapa governista na Bahia. A ideia seria manter sua candidatura ao Senado sem alinhamento nem ao PT nem à oposição liderada por ACM Neto, diante da possível formação de uma chapa “puro-sangue” do PT, com Rui Costa e Jaques Wagner.
Em entrevista à Rádio Boa FM 96,1, Otto foi enfático: “Neutralidade seria afundar o partido de uma vez só. Nenhum partido neutro vai para absolutamente lugar nenhum”.
O senador disse que só se pronunciará oficialmente caso Coronel concretize sua saída, mas ressaltou que nunca tomou iniciativa para expulsá-lo. Também afirmou que o PSD garantiu a Coronel a possibilidade de candidatura avulsa ao Senado, desde que dentro da coligação com o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Otto reforçou que a maioria do partido já decidiu apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jerônimo. Segundo ele, mais de 90% dos prefeitos consultados e a maior parte dos deputados estaduais defendem a manutenção da aliança.
Por fim, reconheceu o peso pessoal da crise. “É talvez o momento mais difícil da minha vida, porque não estou decidindo apenas por mim, mas pelo que a maioria do partido quer”, concluiu. Jornal da Chapada com informações do portal BNews.

