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#Política: Bastidores do poder na Bahia expõem ruptura e redesenham disputa ao Senado

Otto Alencar (PSD) | FOTO: OFF News |

Os bastidores do poder na Bahia voltaram ao centro do debate político após a divulgação de uma sequência de publicações que apontam uma articulação estratégica envolvendo lideranças do PT no estado. Segundo o conteúdo divulgado, a retirada de Angelo Coronel da chapa não teria sido um fato isolado, mas parte de um movimento planejado há mais tempo. A vaga de senador é descrita como o “prêmio máximo”, não pelo salário ou status, mas “pelo que ela protege”.

De acordo com a narrativa apresentada, em 2026 o grupo do PT na Bahia teria duas vagas ao Senado e três interessados: Jaques Wagner, Rui Costa e Angelo Coronel, este último senador no mandato e aliado antigo, com direito natural à reeleição. A avaliação exposta sustenta que Coronel já estaria fora da chapa há muito tempo, enquanto os bastidores já estariam definidos.

As publicações também destacam que Otto Alencar teria feito “a maior jogada da sua carreira recente”, não para o grupo, mas para a família. Como parte dessa sequência, é citado que ele indicou o filho para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia cargo vitalício e de salário alto e que, na mesma movimentação, houve a indicação de Gildásio Penedo, marido da sobrinha, para a presidência do mesmo tribunal. O resultado, segundo o conteúdo divulgado, seria um órgão de controle com duas cadeiras ligadas à família Alencar.

Outro ponto levantado é que a vaga ao Senado garantiria foro privilegiado, considerado decisivo dentro do contexto político. As publicações relembram ainda que, em 2018, Jaques Wagner foi alvo da Operação Cartão Vermelho, e que, em 2020, Rui Costa esteve no centro do caso dos respiradores, mencionando inquéritos arquivados, reabertos e retomados.

A sequência encerra com críticas à condução política do grupo, afirmando que Otto teria priorizado a família em detrimento de aliados, enquanto o PT teria utilizado um aliado “até deixar de ser útil”. A comparação com a figura histórica de Calabar surge como referência à ideia de traição, reforçando a interpretação de que a ruptura foi estratégica e não circunstancial.

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