O programa Salvador Acolhe chegou ao segundo dia de funcionamento, na última sexta-feira (13), com 470 filhos de ambulantes atendidos nas unidades montadas para o Carnaval da capital baiana, Salvador. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e garante acolhimento a crianças e adolescentes enquanto pais e mães trabalham nos circuitos da festa.
As atividades começaram na quinta-feira (12), primeiro dia oficial da folia. Segundo a secretária da pasta, Fernanda Lordelo, o número registrado já supera o do primeiro dia do ano passado, quando foram contabilizados 382 atendimentos.
“A expectativa este ano é, sim, superar o número de atendimentos, o que aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”, afirmou.
Ela destacou ainda que as crianças recebem acompanhamento de equipes odontológicas e pediátricas, além de participarem de atividades recreativas ao longo do dia.
“Ainda nesta sexta, teremos o bailinho da Guarda Civil Municipal de Salvador para fazer uma festa com elas. Também há atividades de lazer, brincadeiras com bola, e as pedagogas estão construindo outras dinâmicas, porque não dá para ficar sete dias com essas crianças sem garantir lazer, ludicidade e, claro, muito cuidado”, completou.
O programa está estruturado para atender até 600 crianças e funciona em escolas municipais próximas aos circuitos. O serviço inclui alimentação, atividades educativas, suporte técnico e assistência em saúde durante todos os dias do Carnaval.
No circuito Dodô (Barra/Ondina), o acolhimento ocorre na Casa da Amizade, no Jardim Apipema; na Escola Oswaldo Cruz, no Rio Vermelho; e na Escola Santa Terezinha, no Chame-Chame. No circuito Batatinha, no Pelourinho, a estrutura está na Escola João Lino. Já no circuito Osmar, no Centro, o atendimento funciona na Escola Hildete Lomanto, no Garcia.
O secretário municipal de Ordem Pública, Décio Martins, afirmou que o serviço se consolidou como uma das principais ações de apoio aos trabalhadores informais durante a festa. Além do acolhimento das crianças, a prefeitura disponibiliza seis centros de apoio aos ambulantes, com espaço para banho, descanso, hidratação e recarga de equipamentos.
No primeiro dia de operação, cerca de 1,5 mil pessoas receberam kits de higiene. Também estão em funcionamento cinco restaurantes populares voltados para ambulantes cadastrados e seus acompanhantes, além da oferta de passagens para retorno às residências.
“O Salvador Acolhe já se tornou imprescindível. Retiramos as crianças da rua, onde poderiam estar expostas ao trabalho infantil, e elas passam a ser assistidas, com acolhimento, serviços de saúde e educação. É um serviço consolidado, e percebemos que os ambulantes ficam muito confortáveis em deixar seus filhos aqui. Imagine deixar um filho de quatro ou cinco meses, ou até recém-nascido, como já aconteceu”, declarou Décio.
Ambulante, Maria Beatriz deixou os filhos de 6 e 7 anos na unidade da Casa da Amizade e relatou a tranquilidade proporcionada pela iniciativa.
“Já utilizei o serviço no ano retrasado, e ele nos deixa tranquilos. Quando chove na avenida, já pensamos que nossos filhos estão seguros. Este ano, gostei muito das ampliações, como transporte, alimentação e kit de higiene. A cada ano o serviço melhora para nos ajudar”, contou. Com informações do Rádio MP da Bahia.

