O senador Jaques Wagner (PT) reafirmou, nesta terça-feira (17), a defesa da chamada “naturalidade da política” ao comentar o cenário eleitoral da Bahia durante coletiva de imprensa no Carnaval de Salvador, no circuito do Campo Grande. Segundo ele, a prioridade do grupo governista é manter a chapa com o governador Jerônimo Rodrigues na disputa pela reeleição.
Wagner afirmou que as decisões eleitorais são compartilhadas entre os partidos aliados, mas ressaltou que a condução final cabe ao governador. “Quem comanda essas decisões é o governador, porque ele preside o conselho dos partidos políticos. Então eu vou aguardar”, disse o senador, ao comentar a expectativa pelo anúncio oficial da chapa.
De acordo com o parlamentar, a confirmação da composição eleitoral deve ocorrer após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Jerônimo Rodrigues da viagem à Ásia. Wagner revelou que defendia o lançamento ainda em janeiro, mas acatou a avaliação de que março seria o momento mais adequado.
O petista também foi enfático ao rejeitar especulações sobre mudanças de candidatos dentro do grupo. “Eu sou contra romper a naturalidade da política. O governador Jerônimo vai para a reeleição, isso é o natural”, afirmou, evitando se aprofundar em números de pesquisas eleitorais. Para ele, levantamentos variam ao longo do tempo e não devem pautar decisões estratégicas neste momento.
Ao relembrar as eleições de 2022, Wagner destacou que, apesar das críticas iniciais à escolha de Jerônimo Rodrigues como candidato ao governo, o resultado confirmou a estratégia do grupo. “Diziam que eu estava maluco de sair com Jerônimo, e no final não estava. Eu tinha certeza do que a gente tinha para apresentar”, afirmou.
O senador ressaltou ainda que o governador apresenta avaliação positiva, citando índice recente em torno de 52%, o que, segundo ele, reforça a manutenção da chapa. Wagner mencionou que a composição defendida é a chamada “puro G”, com Jerônimo na reeleição, ele próprio buscando renovar o mandato no Senado e o ministro Rui Costa como candidato ao Senado.
Jaques Wagner também fez uma reflexão sobre os desafios da vida pública. “Quem está na política e só quer aplauso vai ter que sair da política. A política é aplauso, mas às vezes é choro”, disse, em tom descontraído. “Tem hora que eu tomo uísque para comemorar a vitória, tem hora que eu tomo uísque para afundar a derrota”, concluiu. Com informações do Classe Política, parceiro do Jornal da Chapada.




















































