O Centro Operário de Itaberaba, espaço histórico de formação e apoio às famílias de trabalhadores, ganha nova visibilidade com o microdocumentário produzido pelo Coletivo de Cultura e Arte (COCA), sob direção de Beto Moura. A obra resgata histórias da instituição e destaca o papel do saudoso professor Luiz Oliveira, ex-presidente que dedicou grande parte de sua vida à educação e à organização popular no município.
Um espaço construído por trabalhadores
Fundado para atender às necessidades dos filhos de operários, o Centro Operário funcionava como uma associação voltada à educação e à cultura, oferecendo cursos e atividades que esses jovens não conseguiam acessar em outros espaços. Na década de 1960, muitas famílias enfrentavam dificuldades para matricular os filhos nas escolas públicas, enquanto cursos especializados, como datilografia, eram pagos e inacessíveis, tornando o Centro um espaço essencial de aprendizado e desenvolvimento para a comunidade.
“O Centro Operário era uma reunião de operários, como pedreiros, pintores, alfaiates, professores e carpinteiros. Todo esse pessoal se uniu para criar uma sociedade que pudesse amparar os filhos desses trabalhadores”, lembra Luiz Oliveira no documentário, explicando como a instituição se estruturava para suprir essas necessidades.
O local também oferecia professores próprios e cursos variados. “O Centro se preocupava em ter um ou dois professores para atender essa clientela, porque naquela época não existia computador. Para você conseguir um curso de datilografia, por exemplo, era preciso pagar”, acrescenta Oliveira. Além disso, o espaço promovia atividades culturais, como música e pintura, reforçando a educação integral das crianças e adolescentes.
Preservando memória e tradição
Segundo o ex-presidente, quando se filiou à instituição nos anos 60, o Centro já atendia um público menor, pois o acesso a médicos e escolas públicas havia se ampliado. Mesmo assim, o local continuava cumprindo um papel social importante, servindo à comunidade e preservando seu patrimônio.
Hoje, o espaço está localizado na Rua Praxedes Andrade, 124, e é conhecido como Coletivo de Cultura e Arte & Centro Operário de Itaberaba. Além das atividades históricas, oferece oficinas culturais como dança, pintura, capoeira, terapias e rodas de conversa, mantendo vivo o espírito de formação e acolhimento que marcou gerações de trabalhadores.
O microdocumentário reforça a importância de preservar a memória local e homenageia Luiz Oliveira, evidenciando como o Centro Operário contribuiu até os dias atuais para o desenvolvimento educacional, cultural e social de Itaberaba. Jornal da Chapada com informações do Coletivo de Cultura e Arte & Centro Operário de Itaberaba.





















































