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#Eleições2026: Deputado diz que Otto ficará fora da chapa pela primeira vez após “aceitar imposição do PT em troca de cargo”

O deputado estadual Emerson Penalva afirmou que Otto aceitou a imposição do PT, que bancou a chapa puro-sangue | FOTO: Divulgação |

O deputado estadual Emerson Penalva (PDT) disse neste sábado (21) que o senador Otto Alencar (PSD) deixou seu partido fora da chapa majoritária pela primeira vez desde 2010 e afirmou que, mesmo com o maior partido da Bahia em número de prefeituras nas mãos, o pessedista aceitou a imposição do PT, que bancou a chapa puro-sangue.

A fala do parlamentar ocorre após o senador Jaques Wagner (PT) confirmar, nesta sexta-feira (20), que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) tentará a reeleição, consolidando a estratégia petista de manter uma chapa puro-sangue, composta por ele, pelo governador Jerônomo Rodrigues (PT) e pelo ministro Rui Costa (PT), que tentará o Senado, deixando o PSD fora da majoritária pela primeira vez desde 2010.

Para o parlamentar, a atitude de Otto representa um gesto de submissão total ao PT, sacrifica o próprio partido e demonstra “o nível de dependência política” do senador em relação à estrutura petista.

“Otto Alencar aceitou, pela primeira vez em 16 anos, que o PSD fosse excluído da chapa governista. Aceitou calado a imposição do PT, engoliu a chapa puro-sangue e, ainda por cima, virou as costas para o amigo Angelo Coronel, que foi limado do processo para abrir espaço aos de sempre”, afirmou Penalva.

O deputado foi ainda mais duro ao afirmar que a postura de Otto se explica por um único motivo: “Otto aceitou tudo isso, aparentemente, para garantir o filho no Tribunal de Contas do Estado. É triste ver um partido do tamanho do PSD, com mais de 100 prefeitos, peso nacional, ser tratado como moeda de troca, e o seu líder aceitar esse papel”, criticou.

Penalva lembrou que, desde que aderiu ao grupo petista, Otto sempre ocupou posição de destaque nas chapas estaduais. Em 2010, pelo PP, foi vice na chapa de Jaques Wagner; em 2014, foi candidato ao Senado na chapa de Rui Costa; em 2018, Angelo Coronel foi o candidato ao Senado pela coligação; e, em 2022, Otto se reelegeu senador ao lado de Jerônimo Rodrigues.

“Hoje, pela primeira vez, o PSD vira figurante. E não por falta de representatividade, afinal, é o partido que mais governa municípios na Bahia, mas porque o PT decidiu que não precisa mais de ninguém. E Otto aceitou seu partido ser rebaixado em silêncio”, reforçou o deputado.

Emerson Penalva disse ainda que o episódio expõe o modus operandi do PT. “O PT usa aliados enquanto são úteis e descarta quando não servem mais. Foi assim com Angelo Coronel, que sempre defendeu o grupo e agora foi simplesmente jogado fora para atender aos interesses internos do PT. Otto, que deveria defender o PSD e o companheiro, preferiu virar as costas”. As informações são de assessoria.

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