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#Vídeo: Registro de onças-pardas pela primeira vez no Litoral Norte da Bahia

Imagens mostram felinos em locais distintos | FOTO: Acervo Bracell |

Após sete anos de acompanhamento ambiental contínuo, a Bracell conseguiu registrar, pela primeira vez em vídeo, a presença de duas onças-pardas (Puma concolor) em áreas de conservação mantidas pela empresa no Litoral Norte da Bahia.

Conhecida também como suçuarana ou puma, a espécie é considerada ameaçada de extinção no estado. O registro é apontado como um marco científico relevante, especialmente por evidenciar a permanência do felino em fragmentos florestais da região.

As imagens mostram dois indivíduos em locais e momentos diferentes. De hábitos majoritariamente noturnos, as onças-pardas foram captadas em áreas que, segundo a empresa, ainda oferecem condições adequadas para a sobrevivência da espécie.

Indicador de conservação ambiental

De acordo com o biólogo Igor Macedo, especialista em Meio Ambiente da Bracell, a presença do animal funciona como um indicativo da qualidade ambiental das áreas preservadas. Segundo ele, o registro confirma a existência de fragmentos florestais bem conservados e reforça a importância da continuidade das ações de preservação.

Os flagrantes ocorreram em áreas que integram as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) administradas pela empresa. Somadas, essas reservas ultrapassam 3 mil hectares de Mata Atlântica protegida.

Entre elas está a RPPN Lontra, reconhecida pela UNESCO como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Biodiversidade preservada

As unidades de conservação mantidas pela empresa concentram ampla diversidade de espécies. São 60 espécies de mamíferos — incluindo a onça-parda —, mais de 300 espécies de aves, 600 espécies de plantas nativas catalogadas e cerca de 150 espécies somadas entre anfíbios e répteis.

Estratégia de sustentabilidade

A preservação dessas áreas é fortalecida pelo Compromisso Um-Para-Um, iniciativa que assegura a conservação de um hectare de floresta nativa para cada hectare de floresta plantada pela companhia.

Além disso, medidas de combate à caça predatória e o monitoramento constante de cursos d’água e nascentes contribuem para que animais de topo de cadeia, como a onça-parda, possam circular e se reproduzir na região. Com informações do A Tarde.

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