Um dos principais cartões-postais da Chapada Diamantina passará a ter visitação mais cara a partir de 6 de abril, após decisão do prefeito de Palmeiras, Wilson Rocha (Avante). O reajuste da taxa de acesso ao Morro do Pai Inácio foi anunciado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAP) e estabelece novos valores de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) para visitantes.
De acordo com o comunicado oficial, os novos valores também passarão a valer para o Parque Natural Municipal do Riachinho. Ainda assim, o anúncio provocou debate sobre os impactos da decisão para o turismo regional, especialmente por se tratar de um dos atrativos naturais mais conhecidos da Chapada Diamantina.

A medida tem gerado críticas entre moradores, guias de turismo e visitantes que frequentam a região. Mesmo diante das manifestações e questionamentos, o prefeito Wilson Rocha ainda não demonstrou disposição em rever o aumento e tampouco se pronunciou publicamente sobre as críticas ou apresentou justificativas claras para o reajuste da taxa.
O Morro do Pai Inácio é um dos destinos mais visitados da região e recebe turistas de várias partes do Brasil e do exterior. O acesso ao topo é feito por uma trilha de cerca de 25 minutos, que leva os visitantes a um mirante natural a aproximadamente 1.150 metros de altitude, de onde é possível observar formações famosas como o Morro do Camelo e os Três Irmãos, além de amplos vales e cânions.
Além da paisagem, o local também se tornou um dos pontos mais procurados para fotografias e selfies panorâmicas, principalmente durante o pôr do sol. Para muitos visitantes, o morro representa uma das experiências mais marcantes da Chapada Diamantina e um símbolo do turismo de natureza da região.
Turistas criticam reajuste da taxa
Em contato com a equipe do Jornal da Chapada, turistas que visitavam a região criticaram o aumento da taxa e destacaram a necessidade de melhorias na estrutura do local antes de qualquer reajuste. A professora Paula Ribeiro afirmou que a cobrança deveria vir acompanhada de investimentos visíveis. “Não sou contra pagar para visitar um lugar tão bonito, mas quando a gente percebe que ainda faltam melhorias na estrutura e na organização, fica difícil entender esse aumento”, diz.
Outro visitante ouvido pela reportagem foi o enfermeiro Paulo André, que também demonstrou preocupação com a decisão. “A Chapada sempre foi um destino de natureza acessível. Quando começam a aumentar taxas sem melhorias claras, isso pode afastar turistas e prejudicar quem depende do turismo na região”, afirma.
Jornal da Chapada
















































