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#Mundo: Everest já foi fundo de oceano antes de se tornar o ponto mais alto da Terra

Monte Everest guarda fósseis marinhos no topo | FOTO: Vyacheslav Argenberg/Wikimedia Commons |

O topo do Monte Everest, atualmente a quase 9 mil metros de altitude, já fez parte do fundo de um oceano. A constatação é considerada um dos fatos mais bem comprovados pela geologia moderna.

Pesquisas recentes, incluindo análises da União Internacional de Ciências Geológicas, indicam que o cume da montanha é formado por rochas marinhas com mais de 400 milhões de anos. A descoberta ajuda cientistas a compreender a evolução geológica do planeta.

Os estudos apontam que o topo do Everest é composto principalmente por calcário que contém fósseis típicos de ambientes marinhos rasos. Entre eles estão fragmentos de organismos semelhantes a lírios-do-mar, indicando que a rocha se formou em um antigo oceano com águas claras e relativamente quentes.

Comparações com formações rochosas em outras áreas do Himalaia também reforçam a origem oceânica. Pesquisadores identificaram padrões geológicos que aparecem exclusivamente em sedimentos depositados no fundo do mar.
Everest
Os cientistas explicam que essas rochas surgiram em um antigo oceano chamado Oceano Tethys, que existia muito antes da formação do Himalaia. Durante milhões de anos, sedimentos calcários foram se acumulando no fundo desse mar tropical até se transformarem em rochas sólidas.

Com o movimento das placas tectônicas, o território que hoje corresponde à Índia começou a se deslocar em direção ao continente asiático. A colisão entre as placas provocou um gigantesco processo de compressão que elevou antigas camadas do fundo do oceano, dando origem às montanhas do Himalaia.

Ao longo de dezenas de milhões de anos, essas rochas marinhas foram dobradas e empurradas para altitudes cada vez maiores. Hoje, os fósseis encontrados no topo do Everest funcionam como um registro geológico desse percurso extraordinário, que transformou antigos sedimentos oceânicos no ponto mais alto do planeta.

Mesmo após sua formação, a cadeia do Himalaia continua em movimento. Estudos indicam que as montanhas da região ainda se elevam milímetro a milímetro a cada ano, resultado das forças tectônicas que continuam atuando no interior da Terra. Com informações do gazetasp.com.br.

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