Para tentar resolver os problemas da Vara Plena de Andaraí, na região da Chapada Diamantina, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) adotou medidas para acabar com a morosidade processual.
Após um pedido de socorro da própria juíza Géssica Oliveira, titular da unidade, que relatou obstáculos de gestão acumulados desde 2023, a Corregedoria Judicial decidiu intervir diretamente na organização da unidade para evitar o colapso do atendimento à população.
A decisão, assinada pelo corregedor, desembargador Salomão Resedá, baseia-se em um relatório crítico feito após uma visita técnica realizada no início deste mês. Segundo o relatório, o problema em Andaraí não é apenas o volume de processos, mas a falta de comando e método no dia a dia do cartório.
Dança das cadeiras e “falta de perfil”
O ponto mais sensível da intervenção envolve a chefia da Secretaria. Segundo o relatório, o atual diretor não demonstrou perfil compatível com as exigências do cargo. O relatório aponta que o trabalho na unidade vinha sendo feito de forma “fragmentada” e sem fluxos organizados.
Como solução imediata, a Corregedoria recomendou a exoneração do diretor, que atua em função de confiança, indicar uma servidora para assumir como Escrivã, com a missão de “dar racionalidade” ao caos administrativo, além de submeter todos os servidores da comarca em um curso promovido pela Unicorp para suprir a falta de capacitação técnica.
Reforço e negação de transferência
Um detalhe curioso que chamou a atenção da Corregedoria é que, no papel, Andaraí tem até três servidores “sobrando” conforme a tabela de lotação. No entanto, o Tribunal entendeu que esses números são ilusórios se a equipe não estiver bem treinada e coordenada.
Por isso, o pedido de remoção do diretor atual foi negado por ora para um bom trabalho no saneamento do acervo acumulado antes de qualquer mudança de cidade. A juíza titular da Comarca agora tem prazos apertados para cumprir as determinações e reportar os resultados à Corregedoria. As informações são do BNews.

