O ex-prefeito de Irecê à época, Doinha Seixas, relembrou uma das passagens mais curiosas de sua trajetória pública ao narrar a tentativa de provocar chuva no município por meio do bombardeamento de nuvens com sal de cozinha.
Segundo o próprio ex-gestor, naquele período não havia informações precisas sobre a distância das nuvens, a capacidade de armazenamento ou a velocidade de deslocamento delas. De acordo com o relato, o procedimento consistia em lançar sal refinado e aguardar a precipitação da chuva.
Doinha Seixas afirmou que, para a realização da operação, foi necessária uma autorização do Governo da Bahia para permitir que a aeronave responsável pelo serviço pudesse atuar no estado. Conforme relatou, por se tratar de um caso inédito, possivelmente até em escala mundial, a proposta previa provocar a chuva a partir do uso de sal comum, sem a utilização de outro produto químico.
Ainda segundo o ex-prefeito, ele procurou o então governador João Durval Carneiro para obter a autorização. Na lembrança narrada por Doinha Seixas, o governador consentiu com a chegada do avião, mas preferiu não se envolver diretamente na ação, diante das incertezas sobre o que poderia ocorrer.
O ex-gestor também contou que, diante da responsabilidade da decisão, recorreu à fé antes de dar continuidade à iniciativa. Católico, afirmou ter rezado pedindo orientação e, em seguida, convocado todos os prefeitos da região para acompanhar a situação.
O episódio permanece como um dos relatos mais marcantes da história política de Irecê, reunindo elementos de improviso, expectativa e enfrentamento da seca em um período de grandes desafios para a região.
Jornal da Chapada

