O secretário-geral do Progressistas na Bahia, Jabes Ribeiro, contestou publicamente, nesta sexta-feira (27), declarações do ex-governador Rui Costa sobre o rompimento entre o grupo governista e o partido em 2022. Segundo ele, a versão apresentada pelo atual ministro não corresponde aos fatos que envolveram a sucessão estadual.
De acordo com Jabes, havia uma articulação política em curso que previa a saída de Rui do governo para disputar o Senado. Nesse cenário, o senador Otto Alencar assumiria a candidatura ao governo do estado, enquanto o então vice-governador João Leão ocuparia interinamente o comando do Executivo durante o período eleitoral.
O dirigente afirmou ainda que esse entendimento teria sido consolidado em março de 2022, durante uma reunião realizada no Instituto Lula, em São Paulo. Segundo ele, integrantes do grupo político retornaram à Bahia com a missão de organizar a transição administrativa.
Entretanto, Jabes sustenta que o acordo foi interrompido poucos dias depois, após declarações públicas do senador Jaques Wagner. De acordo com o secretário-geral do Progressistas, Wagner nunca teria apoiado a candidatura de Rui ao Senado e defendeu que ele permanecesse no cargo até o fim do mandato, repetindo estratégia adotada em 2014.
Ao comentar o desfecho das negociações, Jabes afirmou que houve uma falha de avaliação política por parte do seu grupo. “Nosso maior erro foi acreditar na força de Rui dentro do seu grupo”, declarou.
O dirigente também criticou o que classificou como tentativa de reinterpretação dos acontecimentos e saiu em defesa de João Leão, destacando sua atuação política e fidelidade ao grupo. Para ele, a reconstrução da narrativa não faz justiça aos envolvidos nem aos fatos ocorridos à época.
As declarações reacendem discussões sobre os bastidores da política baiana e evidenciam divergências internas que marcaram o cenário eleitoral de 2022 no estado. Com informações de assessoria.

