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#Chapada: Vereador Roberto Almeida denuncia devolução de exames e critica dificuldades da população para realizar ultrassonografias em Itaberaba

O vereador Roberto Almeida criticou a condução da saúde pública pela gestão de João Filho em Itaberaba | FOTO: Montagem do JC |

O vereador Roberto Almeida (REP) criticou a administração municipal de Itaberaba, comandada pelo prefeito João Filho (PSD), após denúncias envolvendo a devolução de solicitações de exames à população. Segundo o parlamentar, moradores têm enfrentado dificuldades para realizar ultrassonografias pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o vereador, a prática tem prejudicado diretamente cidadãos que dependem do SUS. Em publicação nas redes sociais, ele relatou o caso de um morador que aguardou mais de um mês pela marcação de dois exames de ultrassom e recebeu como resposta a devolução dos pedidos. “Agora está na moda no município devolver solicitações de exames ao cidadão, dizendo simplesmente que o SUS não faz. Sou trabalhador do SUS há 20 anos e não poderia me calar diante desse comportamento”, afirma o edil.

O parlamentar também rebateu a justificativa apresentada pela gestão municipal, destacando a importância do sistema público de saúde. “O SUS é o maior programa de saúde pública do mundo, realiza transplantes de coração, de rins e procedimentos complexos, mas o SUS que o governo municipal de Itaberaba oferece não está realizando nem ultrassom”, critica.

Roberto Almeida ressaltou ainda que, caso o município não tenha estrutura para realizar determinados exames, a Secretaria Municipal de Saúde tem a obrigação de pactuar o serviço com outras cidades. “Se há alguma complexidade no exame, o município deve garantir o atendimento em outro local. O cidadão não pode ficar desassistido. O que não pode acontecer é devolver a solicitação e simplesmente deixar o paciente sem resposta”, declara.

A situação, segundo relatos, tem impactado negativamente a população, especialmente quem depende exclusivamente do sistema público para realizar exames e cirurgias. Para o vereador, a prática pode indicar uma tentativa de maquiar a realidade da saúde no município, evitando o registro de demanda reprimida e filas de espera, o que acaba ocultando os reais problemas enfrentados pela população.

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