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#Eleições2026: Sem perder tempo, Wilson Cardoso muda de posição e agora tenta emplacar seu nome como vice na base governista

Wilson Cardoso tem aparecido ao lado de lideranças do PT, como o senador Jaques Wagner | FOTO: Reprodução |

A disputa pela vaga de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) ganhou novos contornos nos bastidores da política baiana, mas um nome em especial tem chamado atenção mais pelo movimento do que pela consistência: o do presidente da UPB, Wilson Cardoso (PSB). De olho no protagonismo, o dirigente municipalista tenta se viabilizar como opção, mesmo que, para isso, mude de posição conforme a conveniência do momento.

Nos bastidores, o nome de Wilson Cardoso passou a circular com mais força diante do enfraquecimento da pré-candidatura do atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que vem perdendo espaço nas articulações. Nesse cenário, o presidente da UPB surge como alternativa, principalmente por seu perfil ligado ao municipalismo e à proximidade com prefeitos em diversas regiões do estado.

Ainda assim, a leitura nos corredores é de que Wilson Cardoso estaria mais interessado em ocupar espaço do que propriamente em sustentar um projeto político claro. Isso porque, há pouco tempo, seu foco era outro: a aproximação com Zé Cocá (PP), hoje alinhado ao grupo de ACM Neto e já colocado como pré-candidato a vice-governador na oposição.

A tentativa de articulação mais recente incluiu até um encontro com prefeitos em uma churrascaria de Salvador, onde, sob o pretexto de reunião institucional, o chamado “cardápio” acabou sendo político. O movimento foi visto por interlocutores como uma tentativa de medir força e angariar apoios de última hora, numa corrida que parece mais oportunista do que estratégica.

Críticas também vieram de dentro do próprio meio político. Um interlocutor ligado à UPB, que preferiu não ter a identidade revelada, ironizou a postura do dirigente. “Passou o ano todo de 2025 tentando conquistar Zé Cocá e agora se aproveita de um espaço que seria do MDB. Wilson quer bater de frente com Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima?”, questiona.

Enquanto isso, o governo segue pressionado pelo prazo interno para definição da chapa. No meio do tabuleiro, Wilson Cardoso tenta se manter em evidência, ainda que isso signifique transitar entre lados e narrativas. Para muitos, o episódio reforça a percepção de uma política onde a conveniência fala mais alto e onde estar no centro das atenções pode ser mais importante do que a coerência.

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