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#Política: Deputado critica Rui Costa e questiona fim da Cesta do Povo na Bahia

Deputado faz críticas à gestão estadual | FOTO: Divulgação |

O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) fez críticas às declarações do ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), sobre a privatização da rede Cesta do Povo. O posicionamento ocorreu após Rui classificar a estatal como um “supermercado falido” e defender a venda com base em um prejuízo acumulado de cerca de R$ 1 bilhão.

Em resposta, o parlamentar da oposição contestou a justificativa e destacou o papel social do programa ao longo dos anos. Segundo ele, a Cesta do Povo não tinha como objetivo gerar lucro, mas sim garantir o acesso da população de baixa renda a produtos com preços mais acessíveis.

“A Cesta do Povo não nasceu para ter lucro, nasceu para ajudar o povo pobre. Sempre foi assim, para que as pessoas pudessem comprar produtos mais baratos”, afirmou Luciano Ribeiro.

O deputado também ressaltou a função econômica da rede, apontando que ela atuava como reguladora de preços no mercado. De acordo com ele, além de oferecer produtos de qualidade, o programa contribuía para conter aumentos abusivos e ainda gerava empregos no estado.

Durante as críticas, o parlamentar afirmou que a decisão de extinguir a rede contrasta com o discurso social adotado pelo ex-governador. Ele também acusou a gestão de ter promovido o sucateamento da Cesta do Povo antes da privatização.

Luciano Ribeiro ainda relacionou o fim do programa à criação de alternativas como o Credcesta, cartão de crédito consignado voltado a servidores públicos, e questionou os impactos do modelo. Para ele, há uma contradição entre a extinção de uma política social e a adoção de mecanismos que, segundo sua avaliação, podem levar ao endividamento dos servidores.

“Então ele está dizendo que a solução que encontrou foi essa? Superendividar os servidores do Estado com esse negócio de Credcesta, com Banco Master?”, questionou.

Na avaliação do deputado, a substituição de um programa voltado à população mais vulnerável por alternativas financeiras não atende às necessidades sociais. “Na cabeça dele, acabar com um supermercado que vendia produtos mais baratos para as pessoas mais pobres era ruim, e bom foi superendividar o servidor do Estado? Essa conta não está fechando”, concluiu. As informações são de assessoria.

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