A Bahia tem seu altiplano cafeteiro na Chapada Diamantina, onde a bebida servida necessariamente fumegando será uma vez mais o centro das atenções, no Encontro de Cafeicultura entre serras e grãos do povoado de Mato Grosso, em Rio de Contas. Os cafeteiros vão se reunir em Rio de Contas, em atividades programadas para 6 e 7 de junho, distribuídas uma parte de narrativas e outras dedicadas ao empirismo pleno do contato com o cafezal.
Sábado, 6 de junho, está prevista a ocupação do Centro Histórico de Rio de Contas, ao lado da Casa de Câmara e Cadeia, com oficinas de extração, apresentação cultural e um bate-papo. À tarde, a experiência se desloca para o campo, com visitas guiadas a propriedades de café, onde os produtores prometeram entregar as manhas do manejo e os segredos do cultivo, na comunidade do Mato Grosso, mas talvez queiram guardar algum segredo.
“O Encontro de Cafeicultura Entre Serras e Grãos é um catalisador de conexões. Queremos fortalecer a identidade cafeeira local e aproximar o consumidor da origem, valorizando quem produz e o território onde o grão nasce”, destaca a idealizadora do encontro”, Olívia Ramos, do Café Flor do Mato.
O objetivo, acrescenta Olívia Ramos, é dar visibilidade às características únicas e autênticas do café produzido com arte no Mato Grosso, território diferenciado pela altitude privilegiada e práticas tradicionais de cultivo. O pessoal vai passar o domingão no dia 7 lá mesmo no Mato Grosso, a 18 quilômetros do centro de Rio de Contas; a localidade é do século XVII e tem fama de bons costumes em meio ao bom gosto de preservação de uma arquitetura colonial admirável. As informações são da Coluna Tempo Presente do jornal A Tarde.

