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#Eleições2026: Governador Jerônimo afirma que “não vai afastar secretário investigado pela PF por falta de provas”

Jerônimo Rodrigues aposta em campanha de tom otimista, mas sem aprofundamento em temas mais sensíveis da realidade estadual | FOTO: Reprodução |

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta segunda-feira (29) que o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, continuará no cargo, apesar de ter sido citado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Ao comentar o caso, o chefe do Executivo baiano declarou que não há fundamento para afastar integrantes do governo antes da conclusão das investigações ou da existência de provas que justifiquem a medida.

A declaração foi feita durante entrevista à imprensa, em Salvador, após a agenda de operação assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que incluiu uma viagem-teste entre a Estação Feira de São Joaquim e a Parada Marisqueiras.

Jerônimo ressaltou que o secretário tem direito à ampla defesa e afirmou que o governo não adotará medidas administrativas baseadas apenas em investigações em andamento.

“De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta e provas. Eduardo é advogado, tá se defendendo, dele e da família, minha solidariedade, mas não há um espírito de qualquer afastamento de nenhum secretário. O motivo de estar acontecendo denúncias ou qualquer tipo de objeto, não há julgamento pra que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, declarou.

Eduardo Sodré Martins é citado na investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionadas ao Banco Master. Segundo os investigadores, o secretário, que também é enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), aparece como gestor da BN Financeira.

De acordo com a Polícia Federal, a empresa teria recebido um repasse de R$ 3,5 milhões da PKL One, em outubro de 2025. Os investigadores apontam que a transferência foi precedida por cobranças atribuídas a Eduardo Sodré ao empresário Augusto Ferreira Lima, ligado ao Banco Master. Entre as mensagens reunidas na investigação está uma em que ele teria escrito: “Amanhã vence os boletos e são altos”.

A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Eduardo Sodré, também são citados nas apurações o senador Jaques Wagner, Augusto Ferreira Lima e Guilherme Henrique Sodré Martins.

As investigações buscam esclarecer se os valores movimentados pela BN Financeira correspondem a serviços efetivamente prestados ou se teriam sido utilizados para conferir aparência de legalidade a repasses considerados irregulares. A Polícia Federal também menciona planilhas com pagamentos destinados a “Dudu”, apelido que, segundo a investigação, faria referência a Eduardo Sodré, totalizando mais de R$ 2,34 milhões.

Em manifestações anteriores, Jaques Wagner negou qualquer irregularidade, afirmou que não foi denunciado nem responde como réu na investigação e sustentou que o imóvel mencionado pela Polícia Federal jamais integrou seu patrimônio. Já a defesa de Augusto Ferreira Lima declarou que todas as suas atividades ocorreram dentro da legalidade e classificou as medidas adotadas na operação como desnecessárias. As informações são do site Classe Política.

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