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#Eleições2026: Prefeito de Érico Cardoso é denunciado à Justiça por “assédio institucional” após ameaçar servidores que não votarem em Jerônimo*

As declarações do gestor extrapolam os limites da atuação de um agente público | FOTO: Divulgação |

O advogado e pré-candidato a deputado estadual Brenno de Melo Gomes Calasans, conhecido como Brenno de Dadá, entrou com uma representação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra o prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix. A denúncia, protocolada na Promotoria de Paramirim, pede a apuração de suposto abuso de poder político, coação de servidores públicos e prática de conduta vedada a agente público durante o período eleitoral.

O procedimento foi registrado no sistema do MP ainda nesta quarta-feira (16) após a divulgação de um vídeo em que o prefeito, ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça, afirma que servidores municipais que não estiverem dispostos a “jogar nesse time” devem “pedir para sair”, acrescentando que, se necessário, poderá “mandá-los embora” com “serenidade e tranquilidade”.

As declarações expõem uma ameaça de exoneração de funcionários que não apoiem politicamente o grupo do gestor e a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Tais condutas atentam contra o princípio da impessoalidade e configuram assédio institucional, ferindo gravemente a liberdade de consciência e o livre exercício da cidadania dos servidores, além de caracterizar possível prática de condutas vedadas aos agentes públicos em período eleitoral, conforme a Lei nº 9.504/1997 e o Código Eleitoral”, diz trecho do documento.

A peça também menciona outro episódio em que o prefeito teria orientado servidores municipais a não participarem de um evento tradicional da cidade em razão da possível presença de ACM Neto, pré-candidato ao Governo da Bahia.

A representação solicita a instauração de procedimento investigatório para apurar responsabilidade administrativa, eleitoral e cível do prefeito, com o objetivo de preservar a lisura do processo eleitoral e os direitos dos servidores públicos.

Ao comentar a iniciativa, Brenno afirmou que as declarações do gestor extrapolam os limites da atuação de um agente público.

“O prefeito de Érico Cardoso trata o povo como se fosse escravo, sua propriedade, na base do chicote. É um absurdo que em 2026 a gente escute uma barbaridade dessa: o prefeito ameaçar servidor ser demitido porque não vota em seu candidato. Representei criminalmente o prefeito e pedi a sua cassação. Não podemos tolerar uma barbaridade dessa”, declarou.

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