A Bahia voltou a liderar o ranking nacional de mortes violentas intencionais (MVI), de acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (23). O estado registrou 5.473 vítimas em 2025, o que coloca a Bahia como a unidade da federação com o maior número absoluto de assassinatos do país.
O levantamento mostra que foram 40.775 mortes violentas intencionais registradas no Brasil ao longo do ano passado. Isso significa que a Bahia concentrou, sozinha, 13,4% de todos os homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial registrados no país.
Além de liderar o ranking nacional, a Bahia foi o único estado brasileiro a ultrapassar a marca de 4 mil mortes violentas em 2025. Na sequência do ranking aparecem o Rio de Janeiro, com 3.890 casos, e São Paulo, com 3.615. Na comparação direta, o número de mortes violentas na Bahia foi 40,7% superior ao registrado no Rio de Janeiro, segundo colocado no ranking.
Outro dado que chama atenção é a presença de cinco municípios baianos entre as dez cidades mais violentas do Brasil. Eunápolis, no extremo sul do estado, aparece na segunda colocação nacional, atrás apenas de Maranguape, no Ceará. Também figuram entre os dez primeiros colocados Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro, reforçando o cenário de violência em diferentes regiões da Bahia.
Quando analisada a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, a Bahia também ocupa posição de destaque negativo. O estado registrou índice de 36,8 vítimas por 100 mil habitantes, o segundo maior do país, atrás apenas do Amapá, que apresentou taxa de 42,5.
A taxa da Bahia é quase o dobro da média nacional, que ficou em 19,1 mortes por 100 mil habitantes. Na prática, a taxa da Bahia foi 92,6% superior à registrada no conjunto do país, evidenciando a gravidade da crise na segurança pública estadual.

