Ícone do site Jornal da Chapada

#Chapada: Em presídio de Irecê, homem fica preso ilegalmente por mais de 500 dias após erro de comunicação

TJ-BA determinou que a Seap preste esclarecimentos sobre o caso | FOTO: Reprodução/Irecê Repórter |

Ian Pereira Nunes Santana permaneceu preso de forma ilegal por mais de 500 dias no Conjunto Penal de Irecê, na Chapada Velha, após erro na comunicação entre sistemas prisionais. A informação consta em decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) acessada pelo Portal AratuON, na tarde da última quarta-feira (29).

Segundo o documento, Ian continuou custodiado em Irecê mesmo após a expedição de um alvará de soltura pela 2ª Vara Judicial de Anicuns (GO), em 20 de outubro de 2023. O problema foi uma falha entre sistemas que impediu cumprimento do alvará.

De acordo com o TJ-BA, houve uma divergência crítica nos registros prisionais. Enquanto Ian permanecia preso na unidade baiana, o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) registrava, de forma equivocada, que ele já estava em liberdade.

Apesar da ordem judicial expedida em 2023, a soltura efetiva somente ocorreu em 7 de março de 2025, fazendo com que o homem permanecesse preso por mais de 500 dias além do período determinado pela Justiça.

A inconsistência foi identificada apenas durante uma audiência de instrução, quando as autoridades constataram que o réu ainda estava privado de liberdade, embora os sistemas oficiais indicassem situação diversa.

Homem permaneceu preso por mais de 500 dias após alvará de soltura por falha entre sistemas prisionais, aponta decisão do TJ-BA | FOTO: Reprodução |

Corregedoria cobra explicações da Seap
A decisão também aponta que o diretor do Conjunto Penal de Irecê, o superintendente de Gestão Prisional da Bahia e o corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) permaneceram inertes diante da situação, sem adotar as providências necessárias para corrigir o erro.

Após a descoberta, a Corregedoria-Geral da Justiça determinou o envio de um ofício ao secretário da Seap, José Carlos Souto, solicitando informações detalhadas sobre o caso e as medidas adotadas.

O órgão ainda suspendeu o procedimento administrativo pelo prazo de 30 dias, período em que aguardará manifestação oficial da secretaria.

A resposta deverá ser encaminhada eletronicamente ao Tribunal de Justiça, conforme determinação judicial, para dar continuidade à apuração das responsabilidades. Com informações do portal AratuON.

Sair da versão mobile