O senador Jaques Wagner (PT-BA) classificou como “um absurdo” a declaração do pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) de que o povo baiano se sentiria “alforriado” caso ele e ACM Neto (União Brasil) sejam eleitos.
Em entrevista à Rádio Piatã FM, nesta quinta-feira (30), Wagner rebateu Caiado, dizendo que, ao contrário do que ele pensa, a Bahia é “a terra da liberdade”.
“Quem oxigenou a política baiana, quem recuperou a democracia na política baiana, foi o nosso grupo. Todo mundo sabe como é que funcionava antes. Era aquela história de ter que dizer amém a quem liderava”, disse.
Wagner também resgatou a origem de Caiado na União Democrática Ruralista (UDR) para criticar a fala. Ele definiu o movimento como “um pessoal de extrema-direita e truculento” e comentou um episódio em que o ex-governador de Goiás teria dito a um repórter, de “dedo em riste”, que “quem manda na polícia sou eu”.
“Por conta de tudo isso, eu acho que a expressão ‘alforria’ saiu da alma dele. Deve ser isso que ele pensa ao falar do PT”, afirmou o senador.
Na leitura do petista, além de garantir mais liberdade à população, a democratização estimulada pelos governos do PT também atraiu investimentos.
“Nenhum empresário quer vir investir numa terra que tem um dono. Hoje, posso dizer que a Bahia é o segundo estado em investimentos.” Para o senador, o feito é expressivo porque “a economia de São Paulo é muito maior” do que a baiana, o que torna a segunda colocação um resultado importante.

