O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues colocou a tecnologia no centro da estratégia de segurança pública do próximo governo. Em entrevista ao Balanço Geral nesta terça-feira (25), ele garantiu a ampliação das câmeras corporais, do videomonitoramento inteligente, do reconhecimento facial e da leitura automática de placas, com integração de dados para dar mais velocidade e precisão à ação das forças de segurança.
Jerônimo lembrou que as câmeras corporais já equipam agentes de diferentes forças e que o compromisso de campanha é aperfeiçoar e expandir o programa. Os resultados, segundo ele, falam por si. “Nós já conseguimos prender quase duas mil pessoas, só com as câmeras que fazem o reconhecimento facial. Só inteligência e tecnologia”, afirmou o governador.
O compromisso está detalhado no Programa de Governo, que prevê a expansão de todas essas ferramentas, a integração de câmeras públicas e privadas e a criação de uma Plataforma Estadual Integrada de Dados e Inteligência, consolidando na Bahia o policiamento orientado pela inteligência.
Para Jerônimo, o enfrentamento à criminalidade se ganha antes da ocorrência, com planejamento, levantamento de informações e monitoramento prévio dos territórios. Ele citou o exemplo dos grandes eventos, quando as forças estaduais mapeiam e preparam o ambiente para evitar incidentes.
A ofensiva tecnológica caminha ao lado do maior ciclo de investimentos em segurança da história recente do estado. A atual gestão contratou 11 mil policiais, peritos e bombeiros, entregou 6.600 viaturas, 273 unidades de segurança, 20 mil coletes balísticos, novos helicópteros e 250 drones. O efetivo estadual é hoje 30% maior do que há 20 anos.
O próximo passo, previsto no Programa de Governo, é ampliar a integração das forças estaduais com a União, com foco em investigação patrimonial, recuperação de ativos e combate à lavagem de dinheiro e aos mercados ilícitos.
A Bahia acumula quatro anos consecutivos de queda nos homicídios, com redução de 13% em 2025, enquanto Salvador alcançou o menor patamar de violência letal dos últimos 14 anos.


