Denúncias de moradores de Andaraí dão conta do envolvimento do prefeito Wilson Cardoso (PSB) na retirada de placas e bandeiras da campanha do candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil). Adversário político, Wilson teria retirado o material instalados na avenida principal do município chapadeiro. A ação aconteceu na última quinta-feira (10), por volta das 11h, segundo imagens encaminhadas ao site Informe Baiano.
A administração municipal alegou que a disposição do material comprometia a visibilidade e a segurança viária no local. As imagens mostram uma equipe da Guarda Municipal realizando a retirada das peças de campanha de Neto durante o dia. No vídeo, um dos autores questiona a ação e afirma que o material estava sendo recolhido durante o horário normal de circulação.
“Tirando as propagandas de ACM Neto, no horário normal, 11h. O carro da prefeitura. Tirar material de campanha é crime eleitoral”, declarou o autor da gravação.
Integrantes da oposição em Andaraí classificaram a retirada como uma suposta “perseguição contra adversários políticos” e afirmaram que as bandeiras estavam instaladas de forma regular.
A assessoria do prefeito Wilson Cardoso, que também preside a União dos Municípios da Bahia (UPB), negou que a retirada tenha ocorrido por motivação política. Segundo a administração municipal, a medida foi adotada em razão das condições de instalação do material e dos possíveis impactos na circulação de veículos.
De acordo com a nota encaminhada ao site Informe Baiano, foram identificadas diversas bandeiras fixadas em sequência no canteiro central do cruzamento da Avenida Santa Bárbara com a BA-142.
A prefeitura informou “que a quantidade, a altura e a disposição das bandeiras comprometiam a visibilidade da área de circulação, da sinalização viária e dos veículos que se aproximavam do cruzamento”. A administração também afirmou “que a situação poderia dificultar a observação do fluxo de veículos provenientes das vias transversais”.
A retirada do material gerou reação entre integrantes da oposição, que questionaram a medida e defenderam a permanência das peças de campanha. Até o momento, as informações apresentadas sobre a legalidade da instalação e da retirada permanecem em versões distintas entre os envolvidos. Com informações do Informe Baiano.

