A Bahia voltou a aparecer entre os estados com os piores indicadores educacionais do país. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), colocam o estado na 23ª posição no ranking nacional, considerando o desempenho dos estudantes nas áreas avaliadas. No Nordeste, a Bahia registra o terceiro pior resultado.
Pela primeira vez, o Pisa permite uma comparação direta entre os 26 estados e o Distrito Federal nas quatro áreas avaliadas: ciências, leitura, matemática e resolução de problemas computacionais. Os dados mostram uma forte concentração dos melhores resultados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto estados do Norte e Nordeste predominam nas últimas colocações.
Na classificação geral apresentada a partir dos resultados, a Bahia aparece em 23º lugar entre as 27 unidades da Federação. Dentro do Nordeste, fica à frente apenas de Maranhão e Alagoas, configurando o terceiro pior desempenho da região.
No outro extremo da classificação estão Paraná e São Paulo, que ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares nas quatro áreas avaliadas. Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal também aparecem sistematicamente entre os cinco melhores desempenhos do país.
O resultado ruim da Bahia no Pisa se soma a outros indicadores recentes de aprendizagem. De acordo com os dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2025, o estado ficou em último lugar nos anos finais do ensino fundamental e registrou a pior nota do Nordeste no ensino médio.
Pisa
O Pisa é realizado internacionalmente pela OCDE e, no Brasil, tem aplicação coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A edição de 2025 teve ciências como área principal e avaliou também leitura, matemática e aprendizagem no mundo digital.
Cerca de 760 mil estudantes de 91 países e economias participaram da edição. No Brasil, foram 30.140 alunos de 1.053 escolas, representando aproximadamente 2,18 milhões de estudantes de 15 anos.
No cenário internacional, o Brasil continua abaixo da média dos países da OCDE. O país obteve 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Em matemática, apenas 28% dos estudantes brasileiros alcançaram pelo menos o nível básico de proficiência, contra 65% na média dos países da organização.

