O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) criticou a piora nas contas públicas da Bahia durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que vai fechar o balanço dos quatro anos de mandato no negativo, conforme revelou uma matéria da Folha de S.Paulo.
De acordo com os dados divulgados pelo jornal, a Bahia saiu de um superávit acumulado de R$ 8,5 bilhões na execução orçamentária entre 2019 e 2022, período do segundo mandato de Rui Costa (PT), para uma projeção de déficit acumulado de R$ 7,3 bilhões entre 2023 e 2026, já sob Jerônimo. Para 2026, a estimativa é de déficit orçamentário de R$ 5,72 bilhões.
“Ou seja, em quatro anos Jerônimo quebrou o caixa da Bahia. Gastou mais do que arrecadou, prometeu muito, não entregou quase nada e ainda teve a proeza de deixar as contas públicas no negativo. Isso é uma irresponsabilidade fiscal. Mostrou na prática que não é o pior governador do Brasil à toa. Foi testado e reprovado”, afirmou Sandro Régis.
O parlamentar também chamou atenção para a redução do caixa livre do Executivo estadual. Segundo a Folha, o saldo líquido, já descontados restos a pagar e outras obrigações, caiu de R$ 5,3 bilhões, em 2022, para apenas R$ 900 milhões, em 2025.
“Estamos falando de uma redução expressiva do dinheiro efetivamente disponível, que sem dúvida alguma compromete a capacidade de investimento e deixa as próximas administrações com uma situação fiscal muito mais apertada”, criticou o deputado.
Ele destaca ainda que nesse período o governador Jerônimo fez 24 pedidos de empréstimos que somam R$ 32 bilhões, “criando um um endividamento robusto para o futuro da Bahia”.
Sandro também questionou a mudança na meta fiscal de 2025, quando a previsão de déficit primário passou de R$ 1,1 bilhão para R$ 4,2 bilhões, alteração que recebeu críticas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).
“Meta fiscal não pode ser tratada dessa forma para compensar a falta de planejamento. O alerta feito pelo TCE mostra que há uma preocupação com a forma como as contas estão sendo conduzidas”, declarou.

