Quando o fim de tarde chegar ao Vale do Capão neste sábado (26), a programação cultural vai ganhar ritmo de coco, percussão e dança. A terceira edição do projeto Pôr do Som reúne oficina de cultura popular, gastronomia local, discotecagem e uma apresentação do Grupo do Coco de Fulô, em uma programação que segue até a noite na sede da Produtora Colaborativa da Chapada, no bairro Riacho do Ouro.
A agenda começa às 17h30 com a oficina Coco de Roda – Dança e Ritmos do Coco, conduzida pelo próprio Grupo do Coco de Fulô. Durante cerca de uma hora, o público poderá conhecer elementos da tradição do Coco de Roda de Pernambuco por meio de dinâmicas corporais, dança e uma introdução aos ritmos e instrumentos que fazem parte da manifestação, como o bombo e o ganzá.
A atividade terá contribuição voluntária e as inscrições poderão ser feitas no próprio local. A proposta é receber tanto pessoas que já participam de manifestações da cultura popular quanto quem deseja ter o primeiro contato com o coco de roda.
Do aprendizado à roda de coco
Formado recentemente por mulheres moradoras do Vale do Capão, o Grupo do Coco de Fulô é uma das atrações centrais desta edição. O coletivo desenvolve um trabalho voltado à tradição brincante do Coco de Roda e reúne no repertório músicas autorais e canções de mestres e mestras que são referências da manifestação em Pernambuco.
A sonoridade do grupo passa por instrumentos característicos do coco, como bombinho, caixa e mineiro, além de instrumentos de sopro. A combinação entre percussão, canto e dança cria uma apresentação participativa, na qual o público é convidado a entrar na roda e acompanhar o ritmo.
Antes do show principal, o DJ VirguLINUX assume a programação, a partir das 18h30, com a seleção chamada “aDUBada”. A discotecagem passeia por dancehall, reggae, dub, forró rabecado, coco de roda e manguebeat, misturando referências nordestinas com sonoridades de outros lugares.
Às 19h30, o Coco de Fulô inicia a apresentação musical que segue até as 22h. O repertório reúne composições próprias e clássicos do coco de roda pernambucano, em um show pensado para transformar o espaço em uma grande roda de dança.
Além da programação artística, o público encontrará lanches e bebidas artesanais comercializados no local em parceria com o Restaurante Amei. A combinação entre música, gastronomia e atividades culturais amplia as possibilidades de participação e faz do evento uma opção de lazer para diferentes públicos.
Cultura popular ganha espaço na Chapada Diamantina
Projetos como o Pôr do Som contribuem para ampliar a circulação da cultura produzida na própria Chapada Diamantina, criando espaços para artistas regionais e manifestações que nem sempre ocupam os circuitos tradicionais de apresentações. A programação também valoriza a participação comunitária e o contato direto do público com práticas culturais, em vez de concentrar a experiência apenas no palco.
Nesta edição, o protagonismo feminino também aparece na formação do Coco de Fulô, coletivo criado por mulheres do próprio Vale do Capão. Entre oficina, discotecagem, gastronomia e roda de coco, o evento propõe uma noite em que aprender, ouvir e dançar fazem parte da mesma experiência cultural.
Jornal da Chapada

