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#Turismo: Rio de Contas guarda nas ruas e casarões a história do ciclo do ouro e amplia seu potencial turístico na Chapada Diamantina

Casarões históricos preservam a arquitetura que marca Rio de Contas | FOTO: Lay Amorim/Achei Sudoeste |

Quem chega a Rio de Contas encontra uma cidade que parece ter parado no tempo, mas que continua fazendo parte da vida turística da Chapada Diamantina. O casario de fachadas claras, as igrejas de pedra, as ruas de traçado antigo e as construções preservadas formam uma paisagem que chama atenção logo nos primeiros passos pelo centro histórico.

Caminhar pelas ruas do município é também percorrer parte da história da ocupação da região. A cidade começou a ganhar forma no século XVIII, durante o ciclo do ouro, quando a mineração influenciou a organização do núcleo urbano. A altitude, próxima dos 1,2 mil metros, completa o cenário serrano que hoje caracteriza Rio de Contas.

O conjunto arquitetônico preservado é um dos elementos que diferenciam o município dentro da Chapada. O Iphan reconhece 287 edificações na área tombada, protegida desde 1980, além de ruas, praças e outros espaços que mantêm características do período de formação da cidade.

Casarões de fachadas claras compõem o centro histórico de Rio de Contas | FOTO: Reprodução |

Um centro histórico que movimenta o turismo
A arquitetura não funciona apenas como lembrança do passado. Ela também se tornou parte da experiência turística de Rio de Contas, atraindo visitantes interessados em conhecer construções, detalhes e técnicas que permanecem visíveis no cotidiano. Fachadas brancas, esquadrias coloridas, paredes de adobe e o uso da pedra aparecem em diferentes pontos do centro.

Entre os exemplares mais conhecidos estão a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, a Igreja de Nossa Senhora de Santana, conhecida como Igreja de Pedra, e a antiga Casa de Câmara e Cadeia. A importância desses imóveis aumenta quando observados em conjunto com o traçado urbano, que mantém a relação entre ruas, praças e edificações históricas.

Esse patrimônio ajuda a ampliar o turismo para além dos roteiros ligados exclusivamente à natureza. O visitante pode começar o passeio pelo centro histórico, conhecer igrejas e casarões, observar a arquitetura e, no mesmo roteiro, seguir para áreas de serra, cachoeiras, mirantes e trilhas.

A preservação também contribui para a economia ligada ao turismo. Restaurantes, pousadas, comércio, serviços de guia e outras atividades encontram no fluxo de visitantes uma fonte de movimentação, enquanto a própria identidade arquitetônica ajuda a diferenciar Rio de Contas de outros destinos da Chapada Diamantina.

Igrejas históricas preservam parte da memória de Rio de Contas | FOTO: Reprodução/Wikimedia Commons |

Entre a história e a tranquilidade da serra
A cidade mantém ainda um ritmo mais tranquilo, característico de um município serrano que preservou boa parte de sua paisagem histórica. As construções antigas convivem com a rotina dos moradores, fazendo com que o patrimônio não fique restrito a espaços isolados ou transformados apenas em pontos de visitação.

Fora do centro, a paisagem muda sem romper com a identidade do destino. O Mirante da Capelinha, o Parque Natural da Serra das Almas, a Cachoeira do Fraga e a Ponte do Coronel estão entre os atrativos apresentados em ações de promoção turística do Governo da Bahia, ampliando as possibilidades para quem busca contato com a natureza.

A altitude também interfere na experiência de quem visita Rio de Contas. As noites costumam apresentar temperaturas mais amenas, enquanto o período de chuvas se concentra principalmente entre o fim da primavera e o verão. Nos meses mais secos, as condições favorecem caminhadas e passeios pelos atrativos naturais e pelo centro histórico.

Igreja de Santana tombada pelo IPHAN, no centro de Rio de Contas | FOTO: Caiã Pires |

Essa combinação coloca Rio de Contas em uma posição importante dentro do turismo da Chapada Diamantina. A cidade reúne patrimônio arquitetônico, memória da mineração, cultura, natureza e um cotidiano mais pacato, criando um destino em que a viagem pode ser construída tanto pela contemplação de um casarão antigo quanto por uma trilha em meio à serra.

Mais do que conservar construções do século XVIII, Rio de Contas mantém uma paisagem que conecta diferentes momentos de sua história. O passado permanece nas pedras, nas fachadas e no desenho das ruas, enquanto o turismo encontra nesse patrimônio uma forma de apresentar a cidade para novos visitantes e manter viva a relação do município com a história da Chapada Diamantina. Jornal da Chapada com informações da Revista Oeste.

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