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#Eleições2026: Abstenção no primeiro turno é a maior desde o pleito de 1998; mais de 33 milhões de pessoas não votaram

Os votos brancos e nulos somaram 4,77% na disputa presidencial deste ano | FOTO: Joédson Alves/Agência Brasil |

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou, neste domingo (4), a maior taxa de abstenção desde 1998 no Brasil, com 21,08% dos eleitores aptos deixando de comparecer às urnas. O número representa cerca de 33,4 milhões de brasileiros ausentes, segundo dados da Justiça Eleitoral apurados em 99,9% das urnas.

Em 2022, a abstenção no primeiro turno foi de 20,79%, quando aproximadamente 32,7 milhões de eleitores não votaram. Desde 2006, o índice apresenta tendência de crescimento, com alta de 4,2 pontos percentuais no período.

Os votos brancos e nulos somaram 4,77% na disputa presidencial deste ano, sendo 2,93% de nulos e 1,84% de brancos. Em 2022, os votos inválidos representaram 4,25%.

Mato Grosso do Sul teve a maior taxa de abstenção, com 23,87%, seguido por Rio de Janeiro (23,32%), Minas Gerais (22,79%) e São Paulo (22,54%). Já os menores índices foram registrados no Ceará (15,52%), Roraima (17,12%), Piauí (17,16%) e Sergipe (17,30%).

Mais de 33 milhões de eleitores não votaram no primeiro turno | FOTO: Edilson Rodrigues/Agência Senado |

O perfil detalhado dos eleitores que não compareceram às urnas em 2026 ainda não foi divulgado. Dados de 2022 indicam, porém, maior abstenção entre homens, pessoas com menor escolaridade, eleitores de 21 a 29 anos e aqueles acima de 70 anos.

Entre as possíveis causas para o aumento da ausência estão dificuldades de deslocamento até os locais de votação, principalmente em áreas remotas, desatualização do cadastro eleitoral e o menor interesse pelas campanhas.

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Quem não compareceu pode justificar a ausência pelo e-Título ou pelos canais da Justiça Eleitoral. A falta de justificativa pode resultar em multa e, após três ausências consecutivas sem regularização, no cancelamento do título. Com informações do Política Livre.

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