A peste pneumônica voltou a chamar atenção nesta semana após a morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre a doença em Irkutsk, na Sibéria, na Rússia, no dia 2 de outubro. O caso ainda está sob investigação, pois as autoridades russas informaram que a mulher morreu de uma pneumonia de origem desconhecida e que os exames não identificaram microrganismos relacionados às atividades profissionais dela.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu informações adicionais à Rússia para avaliar o caso. Segundo as autoridades russas, pessoas que tiveram contato com a funcionária foram monitoradas e os exames realizados até o momento não identificaram casos de peste entre elas. A organização também avalia como baixo o risco de uma epidemia no país.
O que é a peste pneumônica
A peste é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Yersinia pestis, encontrada principalmente em pequenos mamíferos e nas pulgas que os parasitam. A doença possui três formas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica.
A forma pneumônica é a mais grave e ocorre quando a bactéria atinge os pulmões. Ela também pode surgir quando uma pessoa desenvolve inicialmente outro tipo de peste e a infecção se espalha para o sistema respiratório.
Entre os sintomas estão febre, calafrios, fraqueza, falta de ar, dor no peito e tosse, que pode vir acompanhada de sangue. A evolução pode ser rápida, com período de incubação que, em alguns casos, chega a ser inferior a 24 horas.
Como ocorre a transmissão
A peste pode chegar aos seres humanos por meio da picada de pulgas infectadas, pelo contato direto com tecidos ou fluidos contaminados e pela inalação de partículas respiratórias de uma pessoa com peste pneumônica.
A transmissão entre pessoas está relacionada principalmente à forma pneumônica e ocorre por partículas respiratórias eliminadas durante a tosse. Por isso, o contato próximo com pessoas infectadas exige medidas de proteção e acompanhamento médico.
Doença ainda existe
Apesar de ser historicamente associada à Peste Negra, a doença não foi erradicada. A bactéria continua presente em populações de animais em diferentes regiões do mundo, e casos humanos ainda são registrados.
De acordo com a OMS, a maior parte dos casos registrados nos últimos anos ocorreu na República Democrática do Congo e em Madagascar.
Tratamento
A peste pneumônica é uma doença grave e pode ser fatal quando não recebe tratamento. No entanto, antibióticos são eficazes contra a bactéria quando administrados rapidamente, e o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de recuperação.
A OMS destaca que o tratamento deve começar o quanto antes diante de uma suspeita, sem necessariamente esperar a confirmação laboratorial, devido à rapidez com que a doença pode evoluir.
No caso investigado na Rússia, ainda não há confirmação de que a funcionária tenha sido infectada pela Yersinia pestis. As autoridades continuam analisando as circunstâncias da morte e os resultados dos exames realizados. Com informações do G1.


