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#Chapada: Produtores de Piatã conquistam quatro títulos nacionais e transformam história familiar em referência na cafeicultura

Os cafés da família Rigno se destacaram em concursos nacionais e reforçaram a reputação de Piatã no setor | FOTO: Montagem do JC |

Piatã vem conquistando espaço entre as referências brasileiras em cafés especiais graças à qualidade dos grãos produzidos em suas lavouras de altitude e à trajetória de famílias que transformaram a cafeicultura em uma atividade de destaque. Entre elas está a família Rigno de Oliveira, que venceu quatro vezes o Cup of Excellence Brasil, um dos principais concursos do setor no país, projetando o nome do município baiano no mercado nacional.

A conquista mais recente da família nessa sequência ocorreu em 2022, quando Antonio Rigno de Oliveira Filho, produtor da Fazenda Tijuco, alcançou 91,41 pontos em uma escala de 100 e garantiu o primeiro lugar na competição.

A avaliação foi registrada pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), entidade internacional ligada à organização do concurso. O resultado reforçou o reconhecimento dos cafés de Piatã e evidenciou o potencial produtivo da região.

A trajetória dos Rigno de Oliveira começou a ganhar destaque no concurso em 2009, quando Candido Vladimir Ladeia Rosa, genro do patriarca Antonio Rigno de Oliveira, conquistou o primeiro lugar. Ele voltou ao topo em 2014, seguido por Antonio Rigno de Oliveira, vencedor em 2015. O título obtido por Antonio Rigno de Oliveira Filho em 2022 completou as quatro vitórias da família e consolidou sua presença na história da competição.

O Recanto Café Rigno representa a trajetória da família na produção de cafés especiais | FOTO: Reprodução |

Altitude e qualidade colocam Piatã em evidência
O desempenho da família acompanha a valorização da cafeicultura de Piatã, município situado a mais de 1.200 metros de altitude, onde as temperaturas amenas e as noites frias favorecem o desenvolvimento dos frutos. Em algumas propriedades, as lavouras se aproximam dos 1.500 metros. O amadurecimento mais lento pode contribuir para a formação de açúcares e aromas, enquanto as variedades cultivadas e os cuidados com a colheita e a secagem ajudam a definir diferentes perfis sensoriais.

A reputação da produção regional também ganhou um marco institucional em outubro de 2024, quando o Café da Chapada Diamantina recebeu do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o reconhecimento de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem. A certificação abrange 24 municípios, incluindo Piatã, e reconhece a relação entre as características do produto e as condições naturais e humanas do território.

Imagens da família Rigno de Oliveira, de Piatã, que conquistou quatro títulos no Cup of Excellence com cafés especiais produzidos na Fazenda Tijuco | FOTO: Reprodução |

Café especial abre caminhos para a economia local
As premiações conquistadas pelos produtores ajudam a ampliar a visibilidade de Piatã e podem favorecer a valorização comercial dos grãos, o acesso a compradores especializados e o interesse por novos investimentos nas propriedades.

A diversidade de variedades e sabores também fortalece a identidade da produção local, oferecendo diferentes experiências aos consumidores e estimulando o aprimoramento das técnicas de cultivo e beneficiamento.

Além das oportunidades de comercialização, o reconhecimento dos cafés pode movimentar outras atividades econômicas, como o turismo rural, as degustações e as visitas às propriedades produtoras.

Para Piatã, a trajetória da família Rigno de Oliveira representa uma vitrine desse potencial e reforça as possibilidades de fortalecer a economia rural, valorizar os agricultores familiares e ampliar a presença da Chapada Diamantina no mercado brasileiro de cafés especiais.

Jornal da Chapada

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