O Vale do Capão, em Palmeiras, na Chapada Diamantina, será palco de uma homenagem ao Manguebeat neste sábado (17), a partir das 17h. A quarta edição do projeto Pôr do Som reúne conversa sobre o movimento musical pernambucano, discotecagem e apresentações ao vivo, em uma programação gratuita que aproxima música independente, natureza e produção cultural local.
O encontro acontece na sede da Produtora Colaborativa da Chapada, na comunidade do Riacho do Ouro, e celebra os 30 anos do álbum Afrociberdelia, de Chico Science e Nação Zumbi. A proposta é revisitar a influência do Manguebeat na música brasileira e destacar como a mistura de ritmos regionais com referências de outras partes do mundo transformou a cena independente.

Música e histórias do Manguebeat
A roda de conversa terá a participação de Jadson Bactéria, tecladista da banda Mundo Livre S/A e integrante da cena musical desde os primeiros anos do movimento. A mediação ficará a cargo de Pedro Jatobá, que atuou no site Som do Mangue e na revista independente O Dilúvio, veículos que acompanharam e divulgaram a produção cultural ligada ao Manguebeat.
Na sequência, o DJ VirguLINUX apresenta uma seleção de artistas que marcaram o movimento e de bandas influenciadas por ele, como Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Cordel do Fogo Encantado, Eddie, Devotos e Mombojó. A programação termina com Alex Kobs e Jadson Bactéria, que sobem ao palco para uma apresentação ao vivo com improvisações sobre clássicos do gênero.
Além da música, o evento busca valorizar o Vale do Capão como espaço de encontro entre cultura, turismo e natureza. Conhecido pelas trilhas e paisagens da Chapada Diamantina, o distrito recebe visitantes interessados em experiências que vão além dos atrativos naturais, com atividades que aproximam o público da produção artística independente. Durante a programação, também haverá venda de comidas e bebidas artesanais em parceria com o Restaurante Amei.
Inspirado pelo espírito de contestação e criatividade do Manguebeat, o encontro retoma uma das frases associadas à obra de Chico Science: “Me organizando eu posso desorganizar, e desorganizando eu posso me organizar!”.
A entrada é gratuita, com contribuição voluntária para quem desejar apoiar os artistas locais. A sede da Produtora Colaborativa da Chapada fica no Riacho do Ouro, com acesso pela ladeira principal da comunidade, na primeira rua à direita, no primeiro portão à esquerda, sob uma grande jaqueira.
Jornal da Chapada


