Uma fotografia divulgada pela revista Veja nesta quarta-feira (21) mostra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao lado da lobista Roberta Luchsinger e de outras pessoas em um jatinho particular durante uma viagem à Finlândia, no início de 2025. O registro integra informações relacionadas à investigação da Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo os dois.
A aeronave utilizada na viagem é um Embraer Praetor 600, modelo cujo preço novo ultrapassa US$ 20 milhões. Segundo a reportagem da Veja, o grupo viajou ao país europeu para observar a aurora boreal. O valor citado corresponde ao preço estimado da aeronave, e não ao custo do deslocamento.
A investigação da PF busca esclarecer suspeitas de que Lulinha e Roberta teriam atuado para favorecer interesses empresariais em contratos com o governo federal, incluindo negócios relacionados a medicamentos à base de canabidiol. A apuração também envolve as relações dos investigados com empresários e possíveis benefícios decorrentes desses vínculos.
A reportagem menciona ainda outras viagens e eventos dos quais Lulinha teria participado. Entre os episódios estão uma comemoração de aniversário em um camarote do Rock in Rio Lisboa, em 2024, e uma visita à Grande Muralha da China, em 2025. Segundo as informações publicadas, empresários teriam custeado despesas de algumas dessas ocasiões.
Outro assunto citado é a residência de Lulinha na região de Madri, na Espanha. De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, interlocutores afirmaram que o empresário pagaria cerca de 3 mil euros mensais pelo aluguel de um apartamento de dois quartos. O valor informado equivale a aproximadamente R$ 18 mil, conforme a cotação mencionada na reportagem.
A defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que a viagem à Finlândia ocorreu entre amigos. O advogado Marco Aurélio de Carvalho também criticou a divulgação dos registros em período próximo às eleições. A Presidência da República foi procurada pelo Estadão, mas não havia respondido até a publicação da reportagem.
As suspeitas seguem sob investigação. A presença dos envolvidos na viagem e os registros divulgados não comprovam, isoladamente, a prática de crimes. Com informações do Metrópoles.

