As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram, nesta quinta-feira (22), uma petição conjunta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, autorizando a abertura simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos. O acordo foi firmado após um desafio lançado durante o debate presidencial de domingo (18), com o objetivo de tornar públicas informações financeiras e registros pessoais antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, responsável pela análise do pedido no TSE. A autorização prevê a divulgação dos dados em uma plataforma de acesso público, mas a abertura dos sigilos ainda depende de aval judicial. As campanhas estabeleceram o prazo até as 23h59 desta quinta-feira para a apresentação das autorizações.
A proposta também abrange familiares e empresas relacionadas aos candidatos. No caso de Lula, estão incluídos o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras, além de informações referentes a familiares. Para Flávio Bolsonaro, o acordo prevê a inclusão de familiares, empresas ligadas a ele e dados relacionados a contas no Brasil e no exterior.
Um dos pontos de impasse foi a inclusão da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, administrada pelo advogado Willer Tomaz. A campanha de Lula defendia que a companhia fosse contemplada no acordo. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal investiga possíveis vínculos econômicos entre Flávio Bolsonaro e empresas relacionadas ao advogado. Flávio nega irregularidades.
Os representantes das duas campanhas estiveram no TSE durante a manhã para formalizar o entendimento. O coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana, afirmou que o presidente aceitou as condições apresentadas pelo adversário e defendeu que os dados fossem divulgados antes da votação.
A campanha de Flávio foi representada por Deltan Dallagnol, ex-procurador da República, que afirmou que a equipe do candidato cumpriria o compromisso de apresentar as autorizações dentro do prazo estabelecido.
O desafio que deu origem ao acordo foi lançado durante o debate da TV Band, no domingo (18), quando Lula propôs a abertura dos sigilos dos dois candidatos após troca de acusações. Com a petição conjunta, as campanhas formalizaram o compromisso, mas a divulgação efetiva das informações depende da decisão do TSE. Com informações do BNews e Folha de S.Paulo

