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#Eleições2026: Primeira-dama de Jequié pede desculpas após compartilhar publicação ofensiva contra eleitores de Lula

Prefeito e primeira-dama de Jequié, cidade do sudoeste da Bahia | FOTO: Reprodução/Redes sociais |

A primeira-dama de Jequié e secretária municipal de Saúde, Mariana de Freitas Oliva, pediu desculpas nesta segunda-feira (26) após compartilhar, nas redes sociais, uma publicação que ofendia eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um dia depois do segundo turno das eleições presidenciais.

O conteúdo associava apoiadores do petista a pessoas que não querem trabalhar e a usuários de drogas, provocando críticas e uma manifestação de repúdio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (SINSERV).

A mensagem foi originalmente publicada pelo consultor de imagem João Menna e republicada por Mariana na noite de domingo (25), após a divulgação do resultado eleitoral. O texto classificava a vitória de Lula como um dia triste para o país e fazia generalizações sobre trabalhadores, artistas e estudantes que comemoraram a reeleição.

Na publicação, os eleitores do petista foram associados a pessoas que “não produzem, não trabalham e não querem trabalhar”, além de serem descritos com expressões depreciativas relacionadas ao uso de drogas. O conteúdo também afirmava que os brasileiros teriam de arcar com as consequências do resultado das urnas.

Primeira-dama reconhece erro e pede desculpas
Após a repercussão, Mariana divulgou uma nota em que reconheceu ter compartilhado a mensagem sem ler atentamente todo o conteúdo. Ela assumiu a responsabilidade pela publicação e afirmou que não teve a intenção de magoar ou desrespeitar outras pessoas.

“Reconheço que foi uma atitude equivocada e assumo a responsabilidade pelo ocorrido”, declarou.

Na manifestação, a secretária também disse lamentar o episódio e defendeu que a situação sirva de aprendizado, com mais atenção, empatia e respeito. A retratação foi divulgada nesta segunda-feira (26).

Mariana é casada com o prefeito de Jequié, Flávio Santana, conhecido como Flavinho, do União Brasil. Ele assumiu o comando da prefeitura em abril deste ano, após a renúncia de Zé Cocá, que deixou o cargo para disputar a eleição estadual como candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto. Flavinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

A primeira-dama e secretária de Saúde de Jequié reconheceu que compartilhou uma mensagem sem ler atentamente todo o conteúdo e assumiu a responsabilidade pelo ocorrido | FOTO: Reprodução/Redes sociais |

Sindicato divulga nota de repúdio
A publicação também provocou reação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié. Em nota, a entidade criticou as generalizações contra artistas, estudantes, trabalhadores e cidadãos com posições políticas diferentes.

Para o sindicato, divergências eleitorais não justificam a desqualificação de grupos sociais ou categorias profissionais. A entidade ressaltou a importância do respeito à pluralidade de ideias e à dignidade das pessoas no debate público.

“Discordar é legítimo. Desrespeitar não pode ser naturalizado”, afirma um trecho da manifestação.

O SINSERV também destacou que artistas e estudantes exercem funções relevantes para a sociedade e não devem ser tratados como improdutivos por suas escolhas políticas ou ideológicas.

Prefeitura não fará manifestação institucional
Procurada sobre o caso, a Prefeitura de Jequié informou que não emitiria uma nota institucional porque a publicação não foi feita nos canais oficiais de comunicação do município. A manifestação compartilhada partiu do perfil pessoal de Mariana, que também ocupa o cargo de secretária municipal de Saúde.

No domingo (25), o prefeito Flavinho Santana também comentou o resultado das eleições nas redes sociais. Ele afirmou que ficou insatisfeito com a escolha da maioria, mas reconheceu a legitimidade do processo democrático e disse que o resultado deveria ser respeitado.

Em Jequié, Lula recebeu 64,87% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 35,13%. No primeiro turno, o petista havia alcançado 58,86% dos votos no município, contra 34,70% do candidato do PL.

A repercussão do caso reacendeu o debate sobre responsabilidade nas manifestações públicas e respeito às diferentes posições políticas, especialmente quando os autores das publicações ocupam cargos públicos ou têm ligação direta com a administração municipal. Com informações do G1.

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