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#Chapada: Mapeamento digital da região chapadeira abre novas possibilidades para pesquisas ambientais e projetos de infraestrutura na Bahia

Mapeamento digital combina ortofotografias e modelos de altitude para ampliar o conhecimento sobre o território da Chapada | FOTO: Montagem do JC |

Montanhas, vales, áreas de vegetação e diferentes formas de ocupação do território poderão ser analisados com mais precisão a partir de um novo conjunto de dados geográficos da Chapada Diamantina. A Bahia começou a liberar imagens aéreas e modelos digitais do relevo da região, produzidos por meio de um levantamento técnico que pretende oferecer informações para pesquisas ambientais, planejamento territorial e projetos de infraestrutura.

Os primeiros produtos foram divulgados em outubro pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e estão disponíveis na plataforma IDE-Bahia. O material reúne mosaicos de ortoimagens em cores naturais e com infravermelho, além de modelos digitais de superfície e de terreno. Na prática, são diferentes formas de representar uma mesma área, permitindo observar tanto suas características visíveis quanto sua configuração física.

As ortoimagens funcionam como fotografias aéreas corrigidas geometricamente, que permitem observar o território com referência espacial e analisar elementos como vegetação, áreas abertas, cursos d’água e ocupação humana.

Dados geográficos mostram diferentes características da paisagem e do relevo regional | FOTO: Reprodução/ Topocart |

As imagens com infravermelho oferecem informações adicionais sobre a cobertura da superfície, especialmente em análises relacionadas à vegetação. Esses registros podem ajudar pesquisadores a acompanhar características ambientais e identificar mudanças na paisagem.

Os modelos digitais complementam essa leitura ao representar as variações de altitude. Enquanto o modelo de superfície considera elementos que estão acima do solo, como árvores e construções, o modelo de terreno busca representar o relevo sem essas estruturas.

A distinção permite estudar inclinações, elevações, depressões e vales, informações importantes para avaliar áreas de risco, planejar intervenções e compreender a dinâmica natural da região.

Na Chapada Diamantina, onde a diversidade de paisagens e as diferenças de altitude marcam o território, esse tipo de levantamento pode servir como parâmetro regional para diferentes atividades. Estudos ambientais podem utilizar os dados para observar a distribuição da vegetação e as características do terreno.

Aeronave equipada com tecnologia de mapeamento foi utilizada na captação de imagens aéreas da Chapada Diamantina | FOTO: Reprodução/Topocart |

Projetos de estradas, saneamento e outras estruturas podem recorrer às informações altimétricas para avaliar trajetos, desníveis e condições físicas das áreas previstas para receber intervenções.

O trabalho integra o Lote 1 de um programa estadual de mapeamento e utiliza uma aeronave da empresa Topocart equipada com câmera aerofotogramétrica e perfilador a laser. Conforme atualização divulgada pela SEI, cerca de 30% da área ainda precisava passar pelo imageamento, com conclusão prevista para meados de 2027. Os produtos disponíveis são preliminares, e a etapa seguinte também prevê a entrega de dados geoespaciais vetoriais.

A liberação antecipada permite que pesquisadores, gestores públicos, profissionais de planejamento e outros usuários comecem a consultar informações técnicas antes da conclusão de todo o levantamento.

Com uma base geográfica compartilhada, diferentes estudos podem partir de referências compatíveis para analisar o território, identificar características da paisagem e orientar decisões. O acesso aos materiais pode ser feito pela IDE-Bahia, plataforma que reúne dados geoespaciais do estado.

Jornal da Chapada

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