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#Eleições2026: Racismo e ameaças contra professora e estudantes marcam segundo turno em Itamaraju

Caso ganhou repercussão após a divulgação de gravações atribuídas a uma estudante de colégio no município | FOTO: Divulgação |

Candidata da deputada federal pelo PT e membro da Fundação Perseu Abramo, Elen Coutinho se manifestou nas redes sociais no início desta semana sobre denúncias de injúria racial contra professora e ameaças dirigidas a estudantes do Colégio São João Evangelista, em Itamaraju, no extremo sul da Bahia. Isso acontece após a circulação de áudios com ofensas racistas e ataques motivados por divergências políticas no segundo turno das eleições presidenciais.

Na publicação, Elen repudiou as mensagens atribuídas a uma estudante e defendeu a responsabilização dos envolvidos, caso as acusações sejam confirmadas. Ela também cobrou uma posição firme da instituição de ensino e a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

Áudios expõem ofensas raciais e ameaças
O caso ganhou repercussão após a divulgação de gravações atribuídas a uma estudante da instituição. Em um dos áudios, são utilizadas expressões depreciativas relacionadas à cor da pele e ao cabelo da professora. Em outra gravação, há manifestações de hostilidade contra pessoas identificadas como apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de ameaças de violência.

Os registros circulam em um grupo privado de WhatsApp após o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo informações publicadas pelo PrimeiroJornal, estudantes também relataram mensagens ameaçadoras direcionadas a colegas.

A divulgação dos áudios provocou manifestações de repúdio e pedidos de providências. A identidade da estudante apontada como autora das mensagens não foi divulgada nesta reportagem, considerando que o caso envolve uma possível menor de idade.

Elen Coutinho pede mobilização contra o racismo
Em sua manifestação, Elen afirmou “que o episódio não deve ser tratado como uma simples atitude impensada de uma adolescente”. Para ela, “os relatos evidenciam a necessidade de discutir o racismo, a intolerância política e a reprodução de discursos de ódio entre jovens”.

A autora da publicação também declarou solidariedade à professora e aos estudantes que teriam sido ameaçados. Ela ressaltou “que divergências políticas não justificam ameaças e que a liberdade de expressão não pode ser usada para legitimar manifestações racistas”.

Elen defendeu ainda que a escola adote providências e que os fatos sejam investigados para que eventuais responsabilidades sejam estabelecidas.

Colégio se manifesta sobre o caso
O Colégio São João Evangelista divulgou um posicionamento na segunda-feira (26), após tomar conhecimento das mensagens racistas, ameaçadoras e ofensivas compartilhadas entre estudantes e professores.

Na nota, a instituição esclareceu que o conteúdo circulou em um grupo privado, fora dos canais oficiais da escola. Mesmo assim, afirmou que não compactua com condutas contrárias aos princípios éticos, educacionais e humanos que orientam sua atuação.

Nesta terça-feira (27), o colégio publicou uma nova manifestação de solidariedade à professora Joelma, apontada pela instituição como vítima de injúria racial. A direção informou que adotou as medidas cabíveis, mas não detalhou quais providências foram tomadas.

Até a última atualização das informações consultadas, não havia confirmação pública sobre eventual registro de ocorrência policial ou abertura de investigação formal relacionada às ameaças.

Caso reforça debate sobre racismo e intolerância política
O episódio reacende a discussão sobre o combate ao racismo e à violência política nos ambientes de convivência de crianças e adolescentes. A circulação de mensagens ofensivas e ameaçadoras também levanta questionamentos sobre a responsabilidade das instituições de ensino na prevenção de situações de discriminação.

A confirmação das circunstâncias, a identificação dos responsáveis e a eventual responsabilização dependem da apuração dos fatos. Enquanto isso, manifestações públicas pedem acolhimento à professora e aos estudantes envolvidos, além de medidas que reforcem o respeito às diferenças e a convivência no ambiente escolar.

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