Rumores, romances escondidos e comentários sobre a vida alheia vão movimentar Lavra Seca, cidade fictícia de Lá na Minha Terra, nova novela das seis da TV Globo. Entre moradores curiosos, relacionamentos mal resolvidos e segredos que dificilmente permanecem guardados, a trama de Mario Teixeira aposta no humor das pequenas comunidades, onde qualquer novidade rapidamente se transforma em assunto coletivo.
Parte da história será ambientada na Chapada Diamantina, incorporando à narrativa paisagens, costumes e características culturais do interior baiano. Com estreia marcada para 9 de novembro, a produção terá diferentes núcleos de personagens que prometem alimentar intrigas, encontros inesperados e situações bem-humoradas.
Fofocas e romances movimentam Lavra Seca
Entre os personagens que dão ritmo à vida social da cidade estão Jacinta (Mariana Lima), o delegado Gofredo Gondim (Welder Rodrigues), as irmãs Cosminha (Cris Larin) e Saviana (Rhaisa Batista), além da escrivã Otacília (Olivia Araújo). Atentas aos acontecimentos, elas estarão envolvidas em rumores e comentários sobre os moradores, fazendo da curiosidade alheia uma das marcas do cotidiano local.
Na Fazenda Canto Sereno, Jacinta também tentará interferir na vida amorosa de Almerindo Mourão (Mateus Solano), incentivando o fazendeiro a assumir os sentimentos por Rosenda (Dira Paes). Enquanto aconselha os outros, ela própria enfrentará dificuldades para resolver o relacionamento com Gofredo, que promete casamento há anos, mas não concretiza o compromisso.
Fé e convivência entre diferentes crenças
A religiosidade, presente na rotina de muitas comunidades do interior, também terá espaço na novela. Depois da morte de Padre Honório, Lavra Seca receberá o novo vigário Otávio Alacocque (Luis Miranda), que encontrará apoio em uma amizade pouco provável com Pastor Geison (Felipe Simas).
Mesmo seguindo tradições religiosas diferentes, os dois desenvolverão uma relação marcada pelo diálogo e pela convivência. A aproximação permitirá explorar temas como tolerância, respeito às crenças e os vínculos construídos dentro de uma pequena comunidade.
Hospedaria e cabaré abrigam novas histórias
Outro núcleo será conduzido por Anamara (Gabriela Loran), mulher independente que administra o cabaré e tem ligação com a hospedaria da cidade. Entre as funcionárias está Dindim (Letícia Vieira), jovem que chega à região com o objetivo de juntar dinheiro para levar a avó para morar com ela, mas que também alimenta expectativas românticas.
As duas personagens ajudam a compor um ambiente de encontros e histórias paralelas, no qual diferentes trajetórias se cruzam. O núcleo acrescenta outras perspectivas sobre os costumes e as relações sociais de Lavra Seca.
Segredos passam pela delegacia
A curiosidade sobre a vida dos vizinhos terá nas irmãs Cosminha e Saviana duas de suas principais representantes. Parentes de Severino (Daniel de Oliveira), elas estarão sempre atentas aos acontecimentos da cidade, com destaque para Cosminha, que costuma opinar sobre as escolhas e o comportamento dos moradores.
Boa parte das informações chegará por meio de Otacília, escrivã da delegacia e próxima das ocorrências que envolvem prisões, dívidas e conflitos locais. A posição da personagem fará da repartição um ponto estratégico para a circulação de notícias e comentários em Lavra Seca.
Novos moradores mudam a rotina da cidade
A casa de Otacília também receberá Lucijane Machado (Nina Tomsic), sua afilhada, que deixará São Paulo após os pais, Josélia (Suzy Lopes) e Heraldo (Leandro Daniel), decidirem afastá-la de uma rotina marcada pelo consumo excessivo e pelas compras pela internet. A chegada da jovem promete provocar novas situações no convívio familiar.
Outro personagem que desembarcará na região será Dalton Maciel (Max Petterson), vaqueiro ligado a uma propriedade envolvida em disputas de terra. Diferentemente de outros trabalhadores, ele tentará evitar rivalidades com funcionários de fazendas vizinhas e buscará uma convivência equilibrada, mesmo diante dos interesses de seu patrão.
Com uma trama que mistura conflitos, humor, fofocas e romances, Lá na Minha Terra promete retratar as relações e os acontecimentos de uma pequena comunidade do interior. A expectativa também é que a produção amplie a visibilidade da Chapada Diamantina na televisão, levando ao público de todo o país um pouco das paisagens e características culturais da região.
Jornal da Chapada

