As paisagens da Chapada Diamantina vão dividir espaço com histórias de reencontros, segredos familiares e conflitos em ‘Lá na Minha Terra’, nova novela das 18h da TV Globo que estreia nesta segunda-feira (9). Estrelada por Dira Paes, a produção aposta em uma narrativa ambientada no sertão nordestino e utiliza cenários naturais da Bahia para dar vida ao universo fictício de Lavra Seca, cidade onde se desenvolve boa parte da trama.
Escrita por Mario Teixeira, a novela apresenta uma fábula contemporânea sobre Rosenda Madeira (Dira Paes), uma mulher sertaneja que criou sozinha os cinco filhos depois do desaparecimento do marido, Severino (Daniel de Oliveira). Entre os dramas familiares, romances e reviravoltas, a história acompanha os caminhos de uma família marcada por ausências, escolhas do passado e segredos que ainda ameaçam vir à tona.

Uma história de abandono, identidade e reencontros
Mais de 15 anos depois de deixar Lavra Seca e abandonar a mulher e os filhos, Severino construiu uma nova identidade em São Paulo. Sob o nome de Cesário Ávila, ele se tornou um empresário rico e respeitado, assumindo o comando da empresa Veredon. Na nova vida, é casado com Ismália (Camila Morgado) e pai de Alice (Giulia Benite), mas o passado continua presente e ameaça a estabilidade que construiu longe da família.
O elenco reúne nomes conhecidos da dramaturgia brasileira, com personagens envolvidos em diferentes núcleos de conflitos e relações afetivas. A presença de Dira Paes, Daniel de Oliveira e Camila Morgado dá corpo à história central, que mistura drama familiar, humor, romance e elementos de fábula. A proposta é apresentar personagens populares e situações cotidianas sem abrir mão de uma narrativa marcada por acontecimentos inesperados.

Chapada Diamantina ganha espaço na fotografia da novela
Parte da identidade visual da produção foi construída na Chapada Diamantina, onde foram realizadas gravações durante cinco dias. Cerca de 100 profissionais participaram das filmagens, acompanhados por integrantes do elenco, em uma jornada por paisagens que reúnem montanhas rochosas, vegetação característica do semiárido e quedas d’água.
Entre os locais escolhidos estão o Mirante do Camelo, os Gerais do Dandá, a Cachoeira dos Mosquitos, o Morro do Pai Inácio e os complexos de grutas Lapa Doce e Torrinha. A diversidade desses cenários oferece diferentes possibilidades visuais para a novela, com imagens que destacam a dimensão das formações rochosas, a vegetação nativa e as características naturais da região.
A presença desses atrativos na televisão nacional também amplia a exposição turística da Chapada Diamantina. Ao integrar a fotografia de uma produção exibida em horário de grande alcance, os destinos baianos passam a fazer parte do imaginário de espectadores de diferentes regiões do país, criando oportunidades de divulgação para o turismo, especialmente entre pessoas que ainda não conhecem o território.

Lavra Seca mistura arquitetura nordestina e liberdade poética
Embora a história seja ambientada no interior do Ceará, a cidade fictícia de Lavra Seca foi construída em estúdio a partir de referências arquitetônicas populares do Nordeste e do Norte do Brasil. Um dos elementos incorporados ao projeto são as platibandas, estruturas que marcam as fachadas de construções tradicionais e ajudam a compor a identidade visual das ruas e edificações.
A cenógrafa Anne Marie Bourgeois explicou que a intenção não era reproduzir fielmente uma cidade real, mas criar um ambiente com liberdade poética, capaz de acompanhar o caráter fabular da narrativa. Assim, a novela combina referências culturais e arquitetônicas do interior brasileiro com uma ambientação própria, enquanto encontra na Chapada Diamantina parte da força visual necessária para transportar o público ao universo de sua história.
Jornal da Chapada


