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#Chapada: Diretório do PT em Piatã denuncia hostilidade contra eleitores e tentativa de exclusão no mercado de trabalho

Mensagens contra contratação de petistas levam PT de Piatã a divulgar nota de repúdio | FOTO: Montagem do JC |

O PT de Piatã, na Chapada Diamantina, denunciou manifestações de intolerância política no município após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em nota de repúdio, o diretório municipal criticou mensagens que incentivam empregadores a não contratar pessoas por terem votado no Partido dos Trabalhadores.

A legenda também repudiou a circulação de um caixão funerário com a frase ‘O PT morreu’. O episódio foi classificado como uma manifestação de mau gosto e provocou indignação entre moradores. Para os petistas, “as atitudes ultrapassam os limites da divergência política e estimulam a hostilidade entre cidadãos”.

Ao defender o respeito às diferenças, o diretório destacou a importância da convivência entre os moradores, independentemente de suas escolhas eleitorais.

“Piatã é uma cidade construída pelo trabalho, pela solidariedade e pela hospitalidade de seu povo. Nenhum piatãense deve ser tratado como inimigo por votar em determinado partido ou candidato”, afirma um trecho da nota.

Representantes do diretório do PT de Piatã denunciaram mensagens contra a contratação de eleitores do partido | FOTO: Reprodução |

Na avaliação do partido, a escolha eleitoral não pode ser utilizada como justificativa para constranger pessoas ou prejudicar suas oportunidades profissionais. A legenda reforça que opiniões diferentes devem ser respeitadas e que nenhum cidadão pode sofrer represálias por suas convicções políticas.

“O voto é um direito constitucional, livre e secreto. Nenhum cidadão deve ser constrangido, discriminado ou prejudicado profissionalmente por suas convicções políticas”, diz outro trecho do documento.

Discriminação no mercado de trabalho
A exclusão de candidatos a vagas de emprego ou a perseguição de trabalhadores por suas posições políticas contraria garantias previstas na legislação brasileira. A Constituição Federal protege a liberdade de consciência e de convicção, enquanto a Lei Federal nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias que restrinjam o acesso ou a permanência no emprego.

Empregadores, portanto, não podem utilizar a preferência partidária ou o voto como critério para negar uma contratação ou justificar uma demissão. Esse tipo de conduta pode resultar em processos na Justiça do Trabalho, indenizações por danos morais e outras consequências jurídicas, conforme as circunstâncias de cada caso.

Ao final do documento, o PT convoca comerciantes, empresários, trabalhadores e entidades representativas a rejeitarem qualquer forma de discriminação política nas relações profissionais. O diretório também orienta que ameaças e mensagens discriminatórias sejam documentadas e encaminhadas às autoridades competentes.

Jornal da Chapada

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