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Educação: Jovem brasileiro quer construir naves espaciais

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Após tentativa frustrada de ser piloto, Luiz Fernando busca na engenharia aeroespacial chance de ir a distâncias jamais alcançadas | FOTO: Divulgação |

“Meu maior sonho é construir as próximas naves espaciais que vão levar o homem a distâncias jamais alcançadas”. Esse é o sonho de Luiz Fernando Leal Gomes, de 19 anos, que vai cursar Engenharia Aeroespacial em uma das universidades mais disputados dos Estados Unidos, o Instituto Tecnológico da Flórida (Florida Institute of Technology). Medalhista de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o jovem viaja no segundo semestre do ano para a cidade de Melbourne (na Flórida, EUA) onde vai morar por quatro anos.

Morador do Meier, zona norte do Rio de Janeiro, e fascinado pelo céu, o jovem despertou o desejo de ser piloto quando viu um evento de acrobacias aéreas na cidade aos 13 anos. Com o término do ensino fundamental começou a preparação para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). Nesse período descobriu que tinha miopia. Passou na prova, mas não fez a cirurgia devido a sua idade. Foi uma grande decepção. Resolveu então cursar o ensino médio técnico.

No novo colégio, começou a se interessar por ciências, em especial pela Astronomia e pela Física. Participou, por meio da instituição de ensino na qual cursava o ensino médio, da OBA e da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). “Conquistei uma medalha de ouro no meu primeiro ano em que fiz a prova da Olimpíada de Astronomia e fui o melhor aluno da minha escola. No ano seguinte, conquistei a prata e no terceiro, voltei a ser ouro.” “A OBA abriu as portas para um mundo novo que estou começando a trilhar. Caso não tivesse participado ou ganho boas medalhas, não teria a oportunidade de conhecer e de viver por uma semana no setor aeroespacial, e provavelmente, estaria em outro caminho”, relata.

Além disso, Luiz conquistou também medalhas e menções honrosas nas Olimpíadas de Física, de Matemática e de Robótica. Ele diz ainda que os pais não entendiam bem o assunto quando começou a participar dos eventos. Porém, com o tempo, começaram a apoiar após perceber que o jovem gostava do que fazia. “Meu pai sempre me deu palavras de incentivo. E minha mãe me ajudou de inúmeras formas para que eu tivesse sempre um ambiente favorável aos estudos.”

Nas horas vagas, a atividade física é sua válvula de escape: “pratico ginástica olímpica e le parkour para relaxar. Só assim consigo ter o equilíbrio necessário para manter o meu dia a dia num nível satisfatório sem comprometer os estudos e principalmente a minha saúde”, ressalta. Antes de ser aprovado para o Instituto Tecnológico da Flórida, o estudante deu aulas particulares de Física para pagar o preparatório para os testes de admissão TOEFL (teste de proficiência em língua inglesa) e SAT (vestibular americano). Nas horas vagas, estudava Física, Astronomia e Astronáutica.

“O processo de admissão das universidades americanas são bem diferentes dos daqui, pois costumam durar quase um ano. Temos também muitas redações e entrevistas, além do vestibular americano e o teste de habilidade com a língua inglesa”, explica. O jovem diz que a bolsa de estudos não cobre o gasto total da universidade, mas pretende conversar com o instituto sobre isso. Ainda, segundo ele, o curso custaria cerca de US$ 50 mil por ano. Apesar desse impasse, Luiz já sabe em qual segmento pretende atuar. “Adoraria poder construir os próximos veículos que serão lançados para os mais diversos lugares do espaço sideral”.

“Quero, um dia, poder embarcar em minha própria criação. E caso as forças da natureza me permitam voltar desta jornada são e salvo, quero trabalhar no desenvolvimento Aeroespacial Brasileiro. Será um trabalho muito árduo e com muitos desafios, mas que estou disposto a enfrentá-los para levar esta nação a novos patamares”, enfatiza.

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