Wagner nega ‘debandada’ de partidos da base de apoio a Rui Costa

Postado em jun 9 2014 - 12:03pm por Jornal da Chapada
wagner e rui

De acordo com o chefe do Executivo baiano, as pessoas vão entrar mesmo na campanha quando começar o programa eleitoral de rádio e televisão | FOTO: Reprodução/Veja |

O governador Jaques Wagner negou, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, que haja uma “debandada” de partidos da base do governo, em detrimento à candidatura de Paulo Souto (DEM). Já deixaram a gestão o PSB e SDD e ameaça o PR, que está rachado internamente, além da possível saída do PRB, que já prometeu apoio ao DEM. “Na verdade não tem debandada. Marcos Medrado e Luiz Argôlo continuam nos apoiando [pelo SDD]”, sinalizou. Sobre o cenário ser parecido com o de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória de Souto em primeiro turno, Wagner filosofou: “É evidente que as coisas não se repetem. Não vou falar nem do meu caso em 2006, quando todos os institutos de pesquisa apontavam que eu perderia. Hoje, a verdade é que as pessoas não estão ligadas no processo eleitoral. Eu sempre digo, se você está desiludido com a política, escolha alguém”.

De acordo com o chefe do Executivo baiano, as pessoas vão entrar mesmo na campanha quando começar o programa eleitoral de rádio e televisão. “Garanto a você que essa chapa é mais competitiva. Rui é um jovem de 50 anos, pertence a esse projeto político que a gente construiu. É óbvio que as pessoas vão comparar. Quem está se colocando aí, esteve em um outro grupo que governou por 16 anos”, comparou. Ainda sobre a “debandada”, Wagner justificou a saída de Lídice como “natural do jogo político”. “Ela, infelizmente, saiu. Foi muito massacrada [quando foi prefeita de Salvador] por esse partido [DEM] que está aí querendo voltar. Mas, ela seguiu uma linha que é do nacional. Essa é uma candidatura que está na oposição mas que nós temos uma ligação. A saída de Lídice foi uma contingência”, analisou. Sobre o Solidariedade, Wagner atribuiu a ruptura ao deputado federal Arthur Maia, que não era da base [ex-PMDB], e à pressão de Aécio Neves, presidenciável do PSDB. Para ele, houve quebra com o que já tinha sido pactuado.

“A nível nacional eles não tomaram uma decisão definitiva. Se ele for, vou ficar triste. Eu acho que o que vale para um político é a sua credibilidade”, balizou e continuou: “fico triste, porque não foi o DEM que montou isso aqui [o SDD]. Não vou chorar porque o que é do homem, o bicho não come. Já temos um tempo bom de televisão”, disse. Já sobre a possibilidade de perda do PR, Wagner explicou. “O que está acontecendo com o PR é uma coisa nacional. Se criou um pinimba com o ministro César Borges… Vamos aguardar a decisão”, ponderou. O governador voltou a falar sobre a chapa de Rui ser a mais “competitiva” do pleito deste ano. “De 417 municípios, temos 340 prefeitos”, apostou. Matéria extraída do site Bahia Notícias.

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