ACM Neto diz que foi o governo que provocou crise entre Prefeitura e Estado

Postado em jul 26 2014 - 10:00am por Jornal da Chapada
acm e wagner

O prefeito de Salvador ACM Neto e o governador Jaques Wagner | FOTO: Varela Notícias |

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), rebateu ontem o governador Jaques Wagner (PT) sobre o tipo de relação mantida, atualmente, entre as esferas do governo e da prefeitura da capital baiana. Nas últimas semanas, os gestores que até pouco tempo, estavam em “lua de mel”, entraram em embate sobre questões que envolvem instâncias do município e do estado. O mal-estar entre ambos foi evidenciado pelo próprio Wagner, em visita à Tribuna da Bahia essa semana, quando ele acusou Neto de querer “tomar conta da Embasa” e ainda disse que lua de mel seria um “exagero”.

Durante evento, ontem, o prefeito sinalizou que não quer prolongar o desentendimento, porém revidou as acusações. “Eu não vou alimentar nenhum tipo de desavença. Eu apenas não fico calado. Se eventualmente houver algum tipo de ação contra a prefeitura eu sou obrigado a denunciar e a revelar porque esse é o meu dever como prefeito. O democrata negou que a prefeitura tenha incitado uma postura contrária do governo.

“Lembrando que nós não provocamos absolutamente nada. As últimas ações foram todas provocadas pelo governo do estado, como a criação da Entidade Metropolitana, a tentativa de interferir indevidamente no processo urbano de licitação do transporte rodoviário, o cancelamento do financiamento do Desenbahia, já aprovado pela Câmara Municipal. A prefeitura não provocou nada disso. As ações vieram do governo do estado e ele que deve responder que tipo de relação quer ter com a prefeitura. Eu garanto que quero continuar tendo uma relação de muito respeito e parceria”.

O cenário de disputa nas urnas de outubro foi mencionado pelo alcaide de Salvador. “Eu espero que o debate político e eleitoral não contamine a necessária relação administrativa que deve existir entre prefeitura e governo do estado”, sugeriu. Wagner tem como candidato à sucessão o seu ex-secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT), enquanto Neto é um dos articuladores da candidatura de Paulo Souto (DEM), que colaborou com a montagem de sua administração.

O prefeito negou a informação do petista, de que tivesse pedido através de carta enviada ao governo, 0,6% do faturamento da Embasa para sustentação do órgão criado pela prefeitura, como disse o próprio Wagner. “Não é verdade. O documento que eu encaminhei para o governador, se ele disse, eu vou tornar público, exatamente para mostrar quais foram as ponderações que nós fizemos”.

O democrata aproveitou para disparar contra os serviços da empresa pública. “A Embasa só vem fazendo coisas contra a cidade, aumentando a conta de água, não ampliando os serviços para a população, principalmente a mais pobre, esburacando Salvador. Eu tenho certeza que se fizermos uma pesquisa de opinião pública, a Embasa será reprovada pela cidade, é uma gestão ineficiente, incompetente do governo do estado na Embasa. Foram essas coisas que eu procurei denunciar”.

Adversários nas eleições que vão definir a nova administração do estado, Neto cutucou o petista na resposta de que não quer interferir na Embasa. “Agora tomar conta, de jeito nenhum. Tomar conta quem toma é o governo do estado, que é governado por Jaques Wagner até o fim do ano e que terá outro governador no ano que vem”.

Neto repetiu que tornaria pública a carta. “Eu encaminho, torno pública a carta e vocês podem julgar”, concluiu. O chefe do Executivo estadual chegou a dizer que foi Neto que “criou e rompeu unilateralmente o contrato de delegação para o Estado de fiscalização de serviços da Embasa”. Extraído da Tribuna da Bahia.

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