Único bairro de Feira de Santana tem maior parte de casos de chikungunya

Postado em set 23 2014 - 7:35pm por Jornal da Chapada
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Equipe apura motivo pelo qual bairro George Américo tem maior incidência | FOTO: Reprodução |

Dos 14 casos do vírus chikungunya confirmados pelo Ministério da Saúde, nesta terça-feira (23), em Feira de Santana, a maior parte foi registrado no bairro George Américo, segundo informa a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). No entanto, a pasta ainda não confirma o número exato de pessoas infectadas na localidade. Em todo país, até o momento, foram 16 as suspeitas confirmadas – as outras duas ficam no Oiapoque, Amapá. Em toda Bahia, outros 300 casos suspeitos estão sendo avaliados.

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“Na dengue, se tivéssemos 100 pessoas picadas com mosquito com o vírus, 20 ficariam doentes, aproximadamente. No chikungunya, isso pode chegar a até 80”, afirma Jesuína Castro, coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Sesab. Segundo a Sesab, o bairro está sendo inspecionado. Por enquanto, a hipótese indicada para a incidência do vírus é a localização geográfica, isto porque, pelo fato do bairro estar perto de rodovias federais, muitas pessoas circulam pela localidade, assim como caminhões e outros veículos.

A Secretaria informa que já havia suspeita de que as pessoas que ficaram doentes poderiam estar com chikungunya e, desde então, foram realizadas ações de controle na cidade, como a aplicação de inseticida, bomba costal e outros procedimentos com o intuito de eliminar os focos dos mosquitos. As pessoas estão sendo tratadas em áreas ambulatoriais, sem necessidade de internação. De acordo com a Sesab, os quadros de chikungunya se resolvem no prazo de 10 a 12 dias e que, diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya tem um único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Uma equipe do Ministério da Saúde está na cidade.

Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa. Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vírus chikungunya pode ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades. Do Portal G1.

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