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Saúde: O que fazer se o Ebola chegar na Bahia?

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Em relação às ações municipais em casos de registros em Salvador, a SMS garante que um plano de contingência é elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com a secretaria estadual e municipal para lidar com o Ebola | FOTO: Reprodução |

Com a morte do primeiro americano a contrair Ebola, o medo sobre a chegada da doença no continente americano cresce, porém o percentual entre países latino-americanos ainda é considerado baixo. De acordo com o Ministério da Saúde, caso o vírus seja diagnosticado no Brasil, existe um hospital de referência em cada estado para atender os pacientes. A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) orientou os profissionais a transferir os pacientes com suspeita de contaminação para o hospital Couto Maia, no Monte Serrat, único considerado referência na Bahia. Em casos de suspeitas no interior do Estado, os pacientes também podem ser levados para os hospitais Luís Viana, em Ilhéus, e Luis Eduardo Magalhães, Porto Seguro, até obter condições de saúde e ser transferido para Salvador.

De acordo com Juarez Dias, coordenador de emergências e saúde pública da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), foi montada e capacitada uma equipe específica no Couto Maia para lidar com o Ebola. “Investimos na capacitação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para que eles saibam transportar, manter o quadro geral dos pacientes e conter a transmissão”, explicou. Ainda de acordo com o coordenador, o transporte de pessoas infectadas com o vírus seria feito de modo aérea, com avião disponibilizado pela Força Aérea Brasileira, ou através das unidades do Serviço de Atendimento Móvel (Samu). “Se o paciente estiver nas unidades de Ilhéus, Porto Seguro ou em qualquer local distante mais de 10 km da capital, o transporte será via aérea, caso contrário o próprio Samu está habilitado para o transporte. Temos 20 kits de equipamentos de proteção adquiridos durante a Copa do Mundo, que estão disponíveis para uso, mas vamos comprar outros”, garantiu.

Em relação às ações municipais em casos de registros em Salvador, a SMS garante que um plano de contingência é elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com a secretaria estadual e municipal para lidar com o Ebola. “Toda quinta-feira realizamos videoconferência com o Ministério da Saúde, atualizamos o quadro epidemiológico e elaboramos estratégias de ação”, afirmou Enio Soares, subcoordenador da vigilância epidemiológica do município de Salvador. Questionado se a Bahia estaria preparada para lidar com a epidemia, Soares foi taxativo. “Estaria sim. Principalmente por termos um plano formado, com medidas de controle e transmissão”, garantiu.

Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Hospitais da Bahia (Sindhosba), Raimundo Correa, comentou sobre o assunto e disse que o Brasil não saberia lidar com o vírus. “O Ebola ainda é um problema recente e desconhecido. Os Estados Unidos tiveram dificuldade de caracterizar o atendimento a uma vítima, imagina no Brasil”, afirmou. Questionado se a quantidade de unidades de saúde seria suficiente para atender os brasileiros em situação de surto, o presidente foi enfático: “Essa é uma questão de saúde pública e os hospitais não têm muito que fazer e nem opinar”, disse.

Casos suspeitos do vírus ainda não foram registrados no Brasil
Apesar de ainda não ter sido registrado nenhuma suspeita do vírus no Brasil, Juarez Dias afirmou que existem quatro possíveis meios de o Ebola chegar à Bahia. “Pode ocorrer através de algum baiano que trabalhe na Nova Guiné ou Serra Leoa; através de infectados que cheguem de navios à cidade; infectados vindos da Europa, por vias aéreas ou alguém que teria frequentado algum local de risco e manifestado a doença em solos baianos”, explicou.

De março até o momento, o surto já infectou 8,033 mil pessoas e causou 3,864 mil mortes. Apesar dos números, o risco de um viajante infectado com o vírus Ebola chegar ao Brasil e a outros países da América do Sul continua “muito baixo”, conforme informou o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Barbosa. “Em nenhum país do mundo o risco é zero. Países com colônia grande de pessoas dos países com transmissão e voo direto têm mais chance, ou com comércio forte e fronteira entre países têm mais chance. Para o Brasil e outros países da América do Sul, o risco é muito baixo para importação de um caso. Mas baixa probabilidade não significa zero. Por isso, temos um processo de preparação”, afirmou o secretário durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, ocorrida ontem. Extraído do jornal Tribuna da Bahia.

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