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Casos de chikungunya em Feira de Santana sobem para 274, diz prefeitura

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No total, 922 casos suspeitos foram notificados no município baiano | FOTO: Reprodução |

Subiu para 274 o número de casos confirmados da chikungunya em Feira de Santana. As informações são da Secretaria de Saúde do município e foram divulgadas nesta terça-feira (14). No último balanço informado pelo órgão municipal, 156 casos haviam sido confirmados. O Ministério da Saúde ainda não divulgou novo boletim da doença no país. Ainda de acordo com a prefeitura de Feira de Santana, os 274 casos confirmados de chikungunya não relatam viagem a países com transmissão da doença. Conforme a publicação municipal, outros 38 casos foram descartados e 610 continuam em investigação. A chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos.

Segundo a secretaria municipal de Saúde, o bairro George Américo, em Feira de Santana, ainda concentra o maior número de ocorrências da doença: são 407 notificações (44,14%), seguido pelo bairro Campo Limpo com 161 (17,46%), Sítio Novo com 47 (5,09%), povoado Rio do Peixe (Distrito de Jaguara) com 31 (4,06%), Cidade Nova com 27 (2,92%), Sobradinho com 25 (2,71%) e Pampalona foram 16 (1,73%) notificações. A faixa etária mais atingida compreende os adultos entre 35 a 49 anos, com 268 casos, seguido por pessoas com 50 a 64 anos com 149 casos suspeitos. Segundo a secretaria de Saúde de Feira de Santana ainda informou que, o sexo feminino é o que predomina: 606 mulheres e 316 homens com suspeita da doença.

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, as confirmações dos casos por exame laboratorial eram necessárias para conhecimento da doença, entretanto, como já se conhece a manifestação, vetor e transmissão, a confirmação da doença será dada mesmo sem o exame. São os critérios clínicos e epidemiológicos que fazem a identificação.

Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa. Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vírus chikungunya pode ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, e a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). O risco aumenta em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades. Do Portal G1.

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