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Entrevista: Pedagoga Arlene Santos defende maior participação de mulheres na política

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A pedagoga Arlene Santos | FOTO: Divulgação |

Durante as eleições para presidente da República, um grupo de mulheres começou a realizar um trabalho de “formiguinha”, que foi crescendo e acabou por desenvolver um papel muito importante para garantir a reeleição da presidenta Dilma. A coordenadora deste grupo “Mulheres Pró Dilma”, na Bahia, a pedagoga Arlene Santos, conta nesta entrevista como desenvolveu esta luta e aborda a importância da de uma maior participação da mulher na política brasileira.

Sindipetro – As mulheres representam 52,13% do eleitorado brasileiro e poderiam decidir sozinhas as eleições presidenciais. Como você vê o papel da mulher nestas eleições?
Arlene – Apesar de 30% da cota feminina dos partidos, a atuação das mulheres ocupando cadeiras em cargos na Câmara e Assembleias ainda é pequena. Percebo que desde a eleição da nossa Presidente Dilma, em 2010, as mulheres começaram a se posicionar de forma mais ampla, .muitas mulheres começaram a enxergar através de Dilma muitos de nossos sonhos, dos nossos enfrentamentos na vida de dona de casa, de mãe , de profissional.. Dilma tornou um exemplo de poder feminino e o campo político seria mais um caminho a ser trilhado. Acredito que nestes dois mandatos teremos muito mais mulheres, não apenas para cumprir a cota de partidos, mas sim para nos apropriarmos de mais este cenário, pois como já diz o lema….lugar de Mulher também é na política e Dilma reafirma esta nossa nova posição.

Diante dos dados de que 52,13% são de mulheres eleitoras, vimos como um dos fatores decisivos trazer as mulheres para a responsabilidade do seu papel na sociedade e na questão decisiva nesta eleição. Precisávamos participar ativamente nesta campanha para mostrarmos a nossa vontade de reafirmar a continuidade do governo Dilma. Queríamos a continuação da nossa Presidenta Dilma, queríamos a nossa força de Mulher na Presidência. A partir deste nosso anseio, sugeri criar um grupo no whatsap. Grupo “Mulheres Pro Dilma”. O grupo foi formado na última semana de campanha. Convidei umas amigas e estas foram convidando outras. Resultado: formamos dois grupos. O Grupo I e II de Mulheres Guerreiras (assim como nos chamamos muitas vezes)

Sindipetro – Você teve a iniciativa de criar o grupo Mulheres Pró Dilma no watsaap. Qual foi o seu objetivo?
Arlene – A proposta inicial era mostrar para a sociedade, e no caso mais específico, o eleitorado, a nossa indignação quanto a um candidato com histórico de violência contra a mulher como estávamos vendo na mídia. Queríamos dizer um NÃO a este candidato. Porém, como é peculiar a uma mulher, percebi que não poderíamos ficar só neste debate, denúncias chegavam contra o outro candidato, como .gestão reprovada em Minas Gerais, depoimentos de profissionais de Educação, denúncia de desvio de verbas, Aeroporto construído em fazenda particular, enfim tudo o que acompanhamos nas redes sociais e nos canais de informação.

Diante dessas informações que nos chegavam, acompanhávamos nos noticiários, líamos os sites de referência para depois compartilharmos entre nós e ai publicarmos nos nossos faces, ai veio a necessidade de criar o mesmo Grupo mas agora no facebook. Precisávamos ter essas informações para nos dar embasamento para nossos enfrentamentos nos debates que tínhamos nas nossas redes sociais. Afinal, somos mulheres politicamente informadas. .Ao mesmo tempo comecei a ver que era necessário divulgar aos eleitores, porque votar em Dilma. Começamos a ampliar a divulgação dos Programas Sociais, os quadros de crescimento do país, enfim todos os avanços que o Brasil vem apresentando desde o Governo Lula. Um dos pontos mais altos de nossa campanha, foi a publicação da Revista Veja , quando nós eleitoras percebemos a manipulação que pensavam que ainda possuíam sobre nós. Mas a união que vimos nas redes, uma só voz e coração mostrando que não iriam conseguir atingir os objetivos, mostra o quanto vale a pena ser brasileiro e brasileira!

Sindipetro – Como funcionou este grupo e o que ele conseguiu somar nas busca de votos pela continuidade do projeto democrático popular no Brasil?
Arlene – Nossos grupos se fortaleciam entre si diante de todas as informações através de nossos “encontros” pelo whatsaap, que começava lá pelas 6 h da manhã e ia até de madrugada. Para respeitar o sono, partíamos para os faces…´Para enfrentarmos o cansaço físico e emocional, mandávamos mensagens, textos, imagens de carinho, de apoio, ou simplesmente: “calma…falta pouco agora( frase decisiva!!)
Então, estes foram nossos maiores objetivos! Dizer o porque não votar em Aécio e dizer sim a Dilma e garantir a continuidade de políticas públicas para as transformações que queremos para o nosso país

Sindipetro – Qual o perfil do grupo? Reuniu mulheres da Bahia ou de outros estados também? Quais as áreas de atuação profissional destas mulheres?
Arlene – Os grupos são formados por mulheres de diversos segmentos da nossa sociedade, somos pedagogas, professora universitária, empresária, Secretárias de Desenvolvimento Social Municipais. Temos também gestoras de programas sociais, psicólogas, assistentes sociais, donas de casa, jornalistas, estudantes, gestoras de Secretaria de Governo do Estado da Bahia. Temos Mulheres Guerreiras da Bahia, que moram nos municípios de Ruy Barbosa, Itapetinga, Amélia Rodrigues, Salvador, Lauro de Freitas, de Sergipe, Pernambuco e até de São Paulo.

Sindipetro – O grupo continuará a existir? Com qual objetivo a partir de agora?
Arlene – O grupo “Mulheres Pró Dilma”, nasceu com uma missão: reeleger nossa Presidenta Dilma. Nossa tarefa começa agora. Queremos fazer parte do processo da avaliação pós- campanha, queremos levar nossas sugestões para o nosso Governador eleito Rui Costa, queremos mostrar os aprimoramentos das políticas públicas e seus serviços. tanto para a Bahia como para o Brasil. Nossa luta apenas começou, pois somos MULHERES GUERREIRAS!

Extraído do site Sindipetro-BA

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