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Museu de Arte da Bahia tem novo diretor; Pedro Arcanjo assume no lugar de Sylvia Athayde

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Pedro Arcanjo é fotógrafo e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia | FOTO: Reprodução |

O curador, sociólogo, fotógrafo e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Pedro Arcanjo, é o novo gestor do Museu de Arte da Bahia (MAB), um dos espaços culturais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado (Ipac), autarquia da Secretaria de Cultura (Secult). Ele assumiu nesta quinta-feira (19), substituindo a museóloga Sylvia Athayde, que ficou no cargo por 24 anos. A mudança integra o novo projeto de gestão dos equipamentos culturais do Ipac, que também é responsável, entre outros, pelo Museu de Arte Moderna, o Palacete das Artes e o Centro Cultural Solar Ferrão (em Salvador), o Convento dos Humildes (Santo Amaro), o Museu Wanderley de Pinho (Candeias), o Parque Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu), e uma galeria em Cachoeira.

Natural de Maragojipe, Pedro Arcanjo é artista com extensa trajetória e mostras individuais realizadas em Salvador, Recife, São Paulo, Brasília e, no âmbito internacional, em países como Argentina, Alemanha, Áustria e Suíça. Ao longo dos anos realizou curadorias, pesquisas em história da arte, ensaios sobre fotografia contemporânea e documentação antropológica visual em terreiros de candomblé. “Pedro Arcanjo é filho do Recôncavo baiano, com reconhecida trajetória na arte contemporânea, formação antropológica, artística e mestre pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), que o gabaritam a desenvolver um excelente trabalho em um dos mais importantes museus estaduais, que é o MAB”, afirma o secretário de Cultura, Jorge Portugal.

Idealizador do Festival das Filarmônicas e da Bienal do Recôncavo, que completou a 12ª edição no ano passado (2015), Pedro Arcanjo recebeu o Prêmio Aloísio Magalhães no Salão do Museu de Arte Contemporânea de Olinda e ‘Destaque Cultural’ do Conselho Estadual de Cultura. Ele já foi secretário de Cultura de Maragogipe, onde recuperou a herança ancestral da região e iniciou o processo para que o Carnaval local se tornasse Patrimônio Imaterial do Estado, ato concretizado em 2009. “O IPAC é detentor de equipamentos localizados em alguns dos melhores pontos de Salvador, como Graça, Corredor da Vitória, Campo Grande, Comércio e Pelourinho. A intenção é promover ações que dialoguem com variadas linguagens artísticas, que trará maior apropriação desses espaços pela população baiana e turistas”, informa o diretor-geral do Ipac, João Carlos Cruz de Oliveira.

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